Conhecida como a ilha mais colorida da Itália, Burano é uma pequena vila de pescadores que fica a 7 km de Veneza. Não possui muitos monumentos ou grandes atrações turísticas, o charme desse local, que possui menos de 5.000 habitantes, é passear pelas ruas e apreciar as casinhas pitorescas.
Foto: tudosobreveneza.com
Não se sabe ao certo o motivo de cada casa ser pintada de uma cor, mas acredita-se que havia muitos nevoeiros no local e, quando os pescadores voltavam do mar, tinham certa dificuldade de encontrarem suas casas, optando assim por pintá-las de cores vibrantes para facilitar a localização.
Foto: Pinterest
A ilha é também conhecida pela fabricação de rendas, chamadas de merletto. Dizem que após visitar o local, Leonardo da Vinci levou uma peça de renda para enfeitar o altar da Catedral de Milão, e a partir de então, a renda de Burano passou a ser conhecida e exportada para toda a Europa.
Foto: City Wonders
A ilha é bem pequena e pode ser visitada no mesmo dia de outras ilhas famosas bem próximas, como Murano e Torcello. O passeio pode ser feito por um bate e volta saindo de Veneza, já que o trajedo é feito em aproximadamente 45 minutos. Para chegar basta pegar o vaporetti (barco) LN que sai da Fondamenta Nuove.
Foto: My little adventure
Além das casas que já valem a visita, a ilha também possui como atrativos passeios de barco, restaurantes de frutos do mar e a Chiesa di San Martino, igreja cuja torre é mais inclinada do que a Torre de Pisa. Também famosos são os biscoitos caseiros, sendo o bussola buranello o mais conhecido.
Localizada no estado de Caríntia, na Áustria, Maria Wörth é um pequeno distrito situado ao sul do lago Wörthersee. Com apenas 1.500 habitantes, o local é constituído por quatro diferentes cidadezinhas – Maria Wörth, Reifnitz, Dellach e Sekirn – chamadas “o coração do lago Worth.”
Muito frequentado por famílias, o local é famoso não só por sua paisagem natural, mas também pela limpeza e conservação ambiental, a água do lago é tão cristalina e limpa que é possível usá-la para beber.
Além de turistas interessados em turismo de natureza, a cidade recebe também muitos casais, porque com toda a sua paisagem natural e ruas floridas, é um lugar muito romântico. Foi ali que o compositor Gustav Mahler compôs quatro de suas sinfonias.
A Igréja gótica dos Santos Primus e Feliciana é um dos principais cartões postais de Maria Wörth. Ela fica no ponto mais alto da península, e é famosa por ser o local preferido de muitos noivos para se casarem.
Importante destino turístico da Áustria durante o verão, a cidade possui atrativos relacionados principalmente à água, como por exemplo: pesca, passeio de barco, vela, surf, windsurf, banana, entre outros. Fora da água é possível praticar parapente, e há trilhas para caminhadas, corridas e ciclismo. Também é possível jogar golfe ou simplesmente observar a fauna e flora locais.
São várias as opções de hospedagem, tanto na península, quanto mais afastado, com diárias variando entre 30 euros (Pension Kitty) e 170 euros (Seehotel Porcia– site sem tradução, detalhes em português AQUI). São várias as opções de preços, vale à pena pesquisar no site Booking.com ou no site oficial, basta traduzir.
Obs: entre maio e setembro os preços diminuem bastante.
Além de passear, namorar e praticar esportes, a cidade também é perfeita para relaxar – já que possui centros de terapia e um spa; e para engordar com as deliciosas comidas típicas.
Conhecida como Hameau de la Reine, ou ainda Marie Antoinette’s Village, o local foi uma das residências de Maria Antonieta durante seu reinado.
Nascida na Áustria com o nome Maria Antônia, aos 14 anos casou-se com o então delfim da França, Luís XVI, quando passou a se chamar Maria Antonieta (Marie Antoinette em francês). Em 1775 ganhou de seu marido o palácio Petit Trianon – nos arredores do Palácio de Versalhes, onde passou a morar no fim de 1778.
Entre 1782 e 1783, cansada das confusões e das intrigas da corte, tanto no Palácio de Versalhes como no Petit Trianon, pediu ao arquiteto Richard Mique e ao pintor da corte Hubert Robert que criassem uma vila que lembrasse sua infância na Áustria. A vila foi construída nos jardins do Palácio de Versalhes, perto do Petit Trianon, e ficou conhecida como Hameau de la Reine.
A ideia foi inspirada pelo Hameau de Chantilly, uma vila criada nos arredores do Castelo de Chantilly alguns anos antes (1775). Um de seus maiores objetivos foi dar um ar rural aos arredores do Petit Trianon, e fingir que este se encontrava no campo, e não nos jardins do Palácio de Versalhes.
A vila foi construída para que a rainha pudesse levar uma vida tranquila e longe da realidade. Ali foram erguidas 12 cabanas, 5 reservadas para a rainha e as outras 7 para as atividades da fazenda. A maior cabana – Maison de la Reine – era a casa da rainha, e possuía uma ligação para sua sala de jogos.
A casa da rainha e o salão de jogos ficam localizados no centro da aldeia. Dali a rainha podia facilmente controlar o trabalho de todos dentro da vila.
A vila era totalmente fechada por cercas e muros, apenas pessoas íntimas da rainha eram autorizadas a entrar. Ali ela levava uma vida de camponesa, ordenhando vacas e ovelhas que eram cuidadosamente mantidas e limpas por seus servos.
Além das casas foram construídos lagos, hortas e pomares. A vida ali não era nada ruim, já que oferecia à rainha muitas coisas boas que uma fazenda pode oferecer, porém sem as sujeiras e incertezas da vida no campo àquela época.
Apesar de sua aparência idílica, a aldeia era uma fazenda real, totalmente gerenciada por um agricultor nomeado pela rainha. Possuía vinhas, campos, pomares e hortas que produzem frutas e hortaliças consumidas na mesa real.
A fazenda produzia leite e ovos para a rainha, possuía ainda um laticínio, um pombal, uma pequena vinícola, celeiro, moinho, e até uma torre em formato de farol. Cada edifício era decorado com uma horta, um jardim ou então flores.
Réchauffoir Foto: Starus
A sala de aquecimento ficava nos fundos da casa da rainha. Ali ficavam uma cozinha, uma padaria, uma lareira e a despensa. As comidas que a rainha servia eram preparadas nessa casa.
Na fábrica de laticínios (ao lado do “farol”) eram produzidos queijos e cremes. Era ali também que o leite era desnatado e a manteiga feita. Já o “farol” servia como depósito.
Torre em formato de farol e fábrica de laticínios Foto: Arnaud 25
Sala onde a rainha provava os laticínios produzidos na fazenda – toda coberta de mármore. Foto: Starus
Apesar de levar uma vida simples, ordenhando vacas e usando roupas de camponesas, no que diz respeito ao interior das construções, não havia nada de simples. O interior das casas, assim como os utensílios do dia a dia utilizados por ela eram super confortáveis e cheios de luxo, como ela e suas amas eram acostumadas.
Sala de estar
Quarto da rainha
A rainha possuía um edifício só para se trocar, o Boudoir.
Abandonado na época da Revolução Francesa, o local ficou esquecido até a década de 1990, quando foi renovado e aberto ao público. O acesso ao interior da casa só é possível por meio de tour guiado (para mais informações clique aqui).
Foto: chateauversailles.fr
Para quem estiver cansado ou apenas com pouco tempo, há um trenzinho que roda dentro da propriedade, facilitando a vida de quem quer visitar não só o Palácio de Versalhes, mas também o Petit Trianon e a Hameau de la Reine. Também podem ser alugados carrinhos de golfe.
Conhecida mundialmente por ter sido sede, em meados do século 16, do Concílio de Trento (resposta da Igreja Católica à Reforma Protestante), Trento é uma pequena província ao norte da Itália.
Localizada no vale Trentino-Alto Adige, é circundada por uma cadeia de montanhas Dolomitas, onde se iniciam os Alpes.
Trento – Castello del Buonconsiglio Foto: Iggi Falcon
De origem romana, passou a ser governada, a partir do século IV, por bispos católicos, que se mantiveram no poder até o início do século XIX. Permaneceu durante anos sob o domínio francês, até que, com a queda de Napoleão foi, em 1814, entregue à Austria. Os italianos só a recuperaram em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial.
Politicamente, a Província Autônoma de Trento encontra-se unida à Província Autônoma de Bolzano (Bozen), sendo hoje oficialmente chamadas Região Trentino-Alto Adige. Juntas, são a porção meridional do antigo Tirol do Sul, unido ao Tirol austríaco. Sua principal característica é que a língua do Trentino é historicamente a italiana, enquanto a das demais regiões ao redor é a alemã. Como herança do período em que pertenciam à Áustria ficou o gosto por strudel de maçã e cerveja, ambos podem ser encontrados facilmente na cidade.
O Trentino é hoje uma das regiões europeias com maior fluxo turístico, por causa de suas paisagens montanhosas e de suas cidades e castelos históricos. Nomeada em 2004 como cidade alpina do ano, Trento oferece aos visitantes não apenas uma paisagem de cair o queixo, mas também uma arquitetura que mistura o estilo renascentista com o medieval.
Atrações turísticas: Piazza del Duomo – Essa praça é o centro histórico da cidade. Nela fica o Palazzo Pretorio, construção típica da Baixa Idade Média (século XIII) e a Fonte de Netuno.
Castello del Buon Consiglio – O castelo fortificado medieval foi, durante vários séculos, residência dos bispos-príncipes de Trento e impressiona por seu tamanho. Faz parte de boa parte da história da cidade, tendo sediado, por exemplo, muitas sessões do Concílio de Trento. Hoje ali funciona o MuseoProvinciale.
Declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1993, essa pequena vila de pouco mais de 70.000 habitantes é destino certo para quem gosta de história, e principalmente para quem gosta de cervejas artesanais.
Foto: Mariana Gabellini
A cidade possui 10 cervejarias, sendo a cerveja defumada (em alemão Rauchbier) a mais famosa, produzida pelas cervejarias Brauerei Schlenkerla e Brauerei Spezial.
Foto: Pinterest
Bamberg faz parte da região cervejeira Francônia (Bierfranken), que com mais de 300 cervejarias, tem a maior densidade de cervejarias por número de habitantes do mundo.
Foto: Ostseetroll
A cerveja “Aecht Schlenkerla Rauchbier” é a mais conhecida não só na região da Francônia, mas também por um público internacional. A taverna tradicional Schlenkerla (desde 1405), sediada no Centro Histórico, é uma importante instituição na cidade.
Para quem não gosta de cerveja, as ruas e construções em estilo medieval também valem o passeio. São vários os pontos turísticos que remetem a uma viagem no tempo, como por exemplo:
Catedral Imperial de Bamberg (Kaiserdom), com a sepultura do papa Clemente II e a sepultura do imperador Henrique II e sua esposa;
Residência Antiga da Corte (Alte Hofhaltung), onde foi filmado “Os três mosqueteiros”;
Pequena Veneza (Klein-Venedig), antigo bairro de pescadores de Bamberg ao longo do Rio Regnitz;
Castelo de Altenburg (1109), antiga residência episcopal de 1305 a 1553.
Bamberg fica próxima à Rota Romântica, circuito turístico mais famoso da Alemanha. Com um pequeno desvio de rota é possível visitar a cidade em apenas um dia.
Foto: Pinterest Alte Hofhaltung – Residência Antiga da Corte
Como a cidade é pequena, em apenas um dia é possível conhecer tudo. São comuns visitas de bate e volta saindo de Munique (230 km), Frankfurt (211 km) ou de Nuremberg (60 km).
Santa Lucia, ou “Saint Lútia” – como na pronúncia local, é uma pequena ilha pertencente às Antilhas, no Caribe. Seu território possui 158 quilômetros de costa, numa região vulcânica e montanhosa.
Foto: Lala Rebelo
A ilha possui uma das paisagens símbolo do Caribe – as Montanhas Piton (Gros Piton e Petit Piton), que em 2004 foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e seu entorno se tornou uma Área de Gestão Ambiental.
Petit Piton
Com águas cristalinas, o local é perfeito para esportes aquáticos, tanto sobre as águas, quanto no fundo do mar. Lá é possível alugar desde jet skis a barcos.
Foto: google
A ilha é conhecida mundialmente como um perfeito destino romântico, e isso se deve, em grante parte, pelas charmosas e românticas instalações de seus hotéis e resorts. É também ponto de parada obrigatória para cruzeiros que passam pelo Caribe.
Foto: google
Apesar de a maior parte de seus habitantes (de um total de pouco mais de 160.000) ser descendente de africanos, o que se vê na região é uma mistura de heranças francesas e britânicas, já que a ilha foi colonizada por essas duas nações. O idioma oficial é o inglês, mas o francês também é falado. Sua independência chegou em 1979, sendo atualmente parte do Commonwealth.
Santa Lucia é um destino que é agradável durante todo o ano, porém, na alta temporada – entre os meses de dezembro e maio, o que não é agradável são os preços cobrados pelos hotéis e restaurantes. :o)
Localizada em um acidentado trecho de terra na Riviera Ligure – Vernazza, Monterosso, Riomagiore e os distritos de Corniglia e Manarola formam a região conhecida como Cinque Terre (ou Cinco Terras), a noroeste da Itália.
Declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1997, Cinque Terre ganhou, 2 anos depois, a criação do Parque Nacional de Cinque Terrre, com o objetivo de preservar os terraços e muros criados por seus primeiros colonos para cultivar a terra.
Não é possível transitar de carro, mas há uma linha férrea que leva às 5 vilas. Por seu relevo peculiar, a melhor maneira de desbravar esse charmoso lugar é a pé.É importante lembrar deste detalhe na hora de decidir onde ficará hospedado e na hora de fazer as malas, uma vez que você terá que carregar as malas pela cidade 🙂
Por falar em hospedagem, vale ressaltar que os preços dos hotéis locais podem ser bem salgados, dependendo da época do ano. Mas para quem não se importa com luxo, é possível se hospedar no Albergue local, ou em diversos Bed & Breakfast presentes nas vilas.
Cinque Terre também se destaca na gastronomia, já que a região é famosa pelo delicioso molho pesto – resultado da mistura de manjericão, alho e sal, azeite de oliva e castanhas de caju.
Já no que diz respeito ao vinho, essas vilas não negam as raízes italianas, e as uvas cultivadas no local são utilizadas na fabricação do raro e famoso vinho Sciachetrá (tinto e doce). A região também é produtora do vinho Cinque Terre (branco).
Com um pouquinho de planejamento é possível visitar as 5 vilas em apenas um dia. É preciso pegar o trem em La Spezia, onde é possível estacionar o carro, e de lá partir de trem para os cinco vilarejos, que podem ser percorridos a pé. Mas se deseja uma interação maior com o local, vale à pena reservar pelo menos dois dias.
Escondida nas montanhas da Alemanha, essa pequena vila de pouco mais de 25 mil habitantes era inicialmente 2 vilas, que foram obrigadas a se unir em 1935 para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 1936, tornando-se então um charmoso destino de inverno.
Foto: Stefan Gerzoskovitz
Localizada a 90 km de Munique, lá se encontra Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha, com 2.962 metros de altura. Com 7 meses de neve por ano, o local é perfeito para praticar esportes de inverno.
Foto: Walter Storto
Para quem não gosta de frio, uma ótima opção é visitar a cidade no verão. São diversas trilhas com paisagens de tirar o fôlego, estradinhas que convidam a dar um passeio de bicicleta, ou até mesmo o centrinho, que merece uma bela apreciada. Há diversos cafés, lojinhas e restaurantes na área conhecida como Füßgängerzone, uma palavra em alemão que significa área para pedestres.
Foto: Fritz Mader
No topo da montanha há diversos pontos de observação onde é possível ver muitas montanhas e lagos. Lá também se encontram dois restaurantes, SonnAlpin e Gipfelalm, além de lojas de souvenir.
Foto: autor desconhecido
Para quem gosta de festa a época certa para visitar o local é o meio do ano. Cada uma das duas partes da vila possui sua própria festa, Festwoche, sendo a de Garmisch na última semana de julho e a de Partenkirchen na primeira semana de agosto. Durante esse período as pessoas se fantasiam para celebrar suas tradições com muita dança, música, comidas e cerveja.
Foto: Michael Dailey
Para chegar a esse paraíso é possível ir de carro ou de trem. A viagem saindo de Munique leva em média 1 hora de carro ou 1:25 de trem. Há trens saindo de hora em hora.
Foto: autor desconhecido
As duas partes da cidade, Garmisch e Partenkirchen ficam separadas por uma estação de trem e um rio e, apesar de terem sido unidas, cada parte conserva suas peculiaridades. Partenkirchen é a mais velha entre elas e possui características mais clássicas e é mais calma. Já Garmisch possui uma noite mais agitada com barzinhos e restaurantes mais modernos.
Foto: Viator Zugspitze
Garmisch-Partenkirchen faz parte da Rota dos Alpes, que é a rora de férias mais antiga visitada pelos alemães. Além de paisagens naturais de tirar o fôlego, nessa rota também existem vários castelos e cidades bucólicas que parecem saídas de filmes antigos. Além de GP, são também cidades da Rota Lindau, Füssen, Oberammergau, Mittenwald, Bad Tölz, Tegernsee, Berchtesgaden e Schönau am Königssee.
Foto: Nicole
Para amantes do inverno ou do verão, para quem gosta de locais charmosos e calmos ou para quem gosta de noites agitadas, Garmisch-Partenkirchen com certeza vale a visita.