Noruega

Trondheim (Sør-Trøndelag)

Foto: Siouz

Fundada em 997 pelo rei Olav Tryggvason, Trondheim é uma pequena cidade norueguesa com pouco menos de 200.000 habitantes espalhados em 342 km². Apesar de pequena, é a terceira maior cidade da Noruega, e foi sua primeira capital, entre os anos de 1030 e 1217.

Foto: K_ribou

O nome original da cidade, Nidaros (que significa foz do rio Nid), foi dado pelo rei Olav, mas depois a cidade começou a ser chamada de Kaupang i Trondheim, e finalmente Trondheim. Devido a questões relacionadas à língua e ao nacionalismo, diversas cidades norueguesas trocaram seus nomes entre os anos de 1925 e 1930, e com Trondheim não foi diferente. Uma lei definiu que a cidade deveria voltar a se chamar Nidaros, reafirmando a ligação da cidade com o seu passado glorioso, mas através de um referendo, a população se mostrou contra essa mudança e 1 ano depois o nome Trondheim foi restabelecido. 

Situada junto ao fiorde Trondheim, a cidade é cercada por belas colinas arborizadas e é também cortada pelo rio Nidelva. Foi e ainda é um local de peregrinação popular, centro eclesiástico, e cidade onde os novos reis da Noruega recebem suas bênçãos.

Foto: janoscar

Apesar de estar localizada bem ao norte do globo, durante o inverno a cidade é afetada pela Corrente do Golfo, o que geralmente aquece o ar ao longo da costa, tendo como resultado quedas de neve moderadas, e fazendo com que a cidade seja um ótimo destino turístico durante todo o ano.

Foto: heartmybackpack.com

No solstício de inverno, o sol nasce às 10:00 e fica muito abaixo da linha do horizonte, se pondo às 14:30. O que parece estranho para nós, pode ser também muito divertido e bonito, já que os moradores iluminam tudo com velas e luzinhas. Em dezembro é montada uma grande árvore na praça central, iluminando todas as lojas ao redor.

Foto: fredolsencruises.com

No solstício de verão, o sol nasce às 3:00 e se põe às 23:40, e com a claridade que dura praticamente o dia todo, fica bem mais fácil conhecer as praias e caminhar pela cidade e seus arredores.

Foto: ttnotes.com
Residência Real

Construída originalmente em 1774, a residência real possui 140 salas que constituem 4.000 metros quadrados, sendo, possivelmente, o maior edifício de madeira do norte da Europa, e tem sido usado por membros da realeza e seus hóspedes desde 1800.

Foto: Lucio José Martínez González
Catedral de Nidaros

Mais importante local de peregrinação do norte da Europa durante a Idade Média, a Catedral de Nidaros, construída a partir de 1070, é o mais importante monumento gótico da Noruega. Durante a Idade Média e após a independência, a catedral sempre foi a igreja de coroação dos reis noruegueses, mas a partir de 1957 a coroação foi substituída pela consagração, e em 1991, ali foram consagrados o atual rei, Harald V, e a rainha Sonja.

Foto: heartmybackpack.com

A cidade sofreu vários incêndios em sua história, e como a maioria de suas construções era de madeira, a maioria dos incêndios causou enormes danos. Em 1651, o fogo destruiu 90% da cidade, e o incêndio de 1681 levou a uma quase total reconstrução da cidade, quando foram criadas ruas largas e retas para impedir novos incêndios de grandes proporções.

Foto: Jelena Safronova
Vizinhança de Bakklandet

Dominado por pequenas casas de madeira e ruas estreitas, Bakklandet é um bairro localizado no lado leste do rio, e está entre as principais atrações turísticas da cidade. Em 1965 havia um plano rodoviário que propôs que a área fosse demolida para dar lugar a uma auto-estrada de quatro pistas, mas o plano não foi recebido muito bem pelos moradores e no início de 1980 foi arquivado. Ainda bem né!

Como chegar?

De trem: são quatro viagens diárias são feitas entre Oslo e Trondheim na linha Dovre. A viagem dura cerca de sete horas. Também é possível chegar facilmente a Trondheim a partir de outras cidades norueguesas.

De ônibus: Há ônibus saindo em vários horários de Oslo e outras grandes cidades para Trondheim. O tempo de viagem de Oslo a Trondheim é de oito horas.

De carro: A rodovia norueguesa norte-sul E6 passa por Trondheim e a rodovia costeira E39 vai até Klett, que fica 10 quilômetros ao sul da cidade.

De barco: Um barco da Hurtigruten que faz um cruzeiro pela costa norueguesa para diariamente em Trondheim, tanto quando segue para o sul quanto para o norte.

De avião: O aeroporto de Trondheim, Værnes, recebe voos nacionais e internacionais. A partir do aeroporto, é possível pegar um ônibus expresso ou um trem para o centro da cidade. O aeroporto está localizado a 33 km da cidade.

Foto: Aziz Nasuti

França

Vila de Maria Antonieta (Versalhes)

Maison de la Reine
Foto: Daderot

Conhecida como Hameau de la Reine, ou ainda Marie Antoinette’s Village, o local foi uma das residências de Maria Antonieta durante seu reinado.

Nascida na Áustria com o nome Maria Antônia, aos 14 anos casou-se com o então delfim da França, Luís XVI, quando passou a se chamar Maria Antonieta (Marie Antoinette em francês). Em 1775 ganhou de seu marido o palácio Petit Trianon – nos arredores do Palácio de Versalhes, onde passou a morar no fim de 1778.

Casa do Moinho
Foto: Lev Mazniker

Entre 1782 e 1783, cansada das confusões e das intrigas da corte, tanto no Palácio de Versalhes como no Petit Trianon, pediu ao arquiteto Richard Mique e ao pintor da corte Hubert Robert que criassem uma vila que lembrasse sua infância na Áustria. A vila foi construída nos jardins do Palácio de Versalhes, perto do Petit Trianon, e ficou conhecida como Hameau de la Reine.

Casa do Moinho
Foto: Bora Gurel

A ideia foi inspirada pelo Hameau de Chantilly, uma vila criada nos arredores do Castelo de Chantilly alguns anos antes (1775). Um de seus maiores objetivos foi dar um ar rural aos arredores do Petit Trianon, e fingir que este se encontrava no campo, e não nos jardins do Palácio de Versalhes.

Maison de la Reine
Foto: Mark Hanrahan

A vila foi construída para que a rainha pudesse levar uma vida tranquila e longe da realidade. Ali foram erguidas 12 cabanas, 5 reservadas para a rainha e as outras 7 para as atividades da fazenda. A maior cabana – Maison de la Reine – era a casa da rainha, e possuía uma ligação para sua sala de jogos.

Maison de la Reine
Foto: Moonik

A casa da rainha e o salão de jogos ficam localizados no centro da aldeia. Dali a rainha podia facilmente controlar o trabalho de todos dentro da vila.

Foto: southernbets

A vila era totalmente fechada por cercas e muros, apenas pessoas íntimas da rainha eram autorizadas a entrar. Ali ela levava uma vida de camponesa, ordenhando vacas e ovelhas que eram cuidadosamente mantidas e limpas por seus servos.

Maison de la Reine
Foto: Boraam Lee

Além das casas foram construídos lagos, hortas e pomares. A vida ali não era nada ruim, já que oferecia à rainha muitas coisas boas que uma fazenda pode oferecer, porém sem as sujeiras e incertezas da vida no campo àquela época.

Apesar de sua aparência idílica, a aldeia era uma fazenda real, totalmente gerenciada por um agricultor nomeado pela rainha. Possuía vinhas, campos, pomares e hortas que produzem frutas e hortaliças consumidas na mesa real.

Pombal
Foto: Starus

A fazenda produzia leite e ovos para a rainha, possuía ainda um laticínio, um pombal, uma pequena vinícola, celeiro, moinho, e até uma torre em formato de farol. Cada edifício era decorado com uma horta, um jardim ou então flores. 

Réchauffoir
Foto: Starus

A sala de aquecimento ficava nos fundos da casa da rainha. Ali ficavam uma cozinha, uma padaria, uma lareira e a despensa. As comidas que a rainha servia eram preparadas nessa casa.

Foto: Jeff Cooney

Na fábrica de laticínios (ao lado do “farol”) eram produzidos queijos e cremes. Era ali também que o leite era desnatado e a manteiga feita. Já o “farol” servia como depósito.

Torre em formato de farol e fábrica de laticínios
Foto: Arnaud 25
Sala onde a rainha provava os laticínios produzidos na fazenda – toda coberta de mármore.
Foto: Starus

Apesar de levar uma vida simples, ordenhando vacas e usando roupas de camponesas, no que diz respeito ao interior das construções, não havia nada de simples. O interior das casas, assim como os utensílios do dia a dia utilizados por ela eram super confortáveis e cheios de luxo, como ela e suas amas eram acostumadas.

Sala de estar
Quarto da rainha


A rainha possuía um edifício só para se trocar, o Boudoir.

Boudoir
Foto: Starus
Casa do caseiro
Foto: Starus

Abandonado na época da Revolução Francesa, o local ficou esquecido até a década de 1990, quando foi renovado e aberto ao público. O acesso ao interior da casa só é possível por meio de tour guiado (para mais informações clique aqui).

Foto: chateauversailles.fr

Para quem estiver cansado ou apenas com pouco tempo, há um trenzinho que roda dentro da propriedade, facilitando a vida de quem quer visitar não só o Palácio de Versalhes, mas também o Petit Trianon e a Hameau de la Reine. Também podem ser alugados carrinhos de golfe.