França

Colmar

Foto: Viator

Localizada no nordeste da França, Colmar fica na Alsácia, que junto com a Lorena formam uma região extremamente disputada pela Alemanha e pela França. Inicialmente pertencente ao Sacro Império Romano-Germânico, foi tomada por Luís XIV da França depois da Paz de Vestfália (em 1648), mas devolvida pela França à Alemanha recém-unificada, conforme o Tratado de Frankfurt (1871), que encerrou a Guerra Franco-Prussiana. Após a Primeira Guerra Mundial, foi retomada pela França, nos termos do Tratado de Versalhes (1919). Já na Segunda Guerra Mundial, foi anexada pelo Terceiro Reich alemão em 1940, mas retomada pelas França após o fim do conflito (1945).

Foto: iStock

Com pouco mais de 70.000 habitantes, Colmar mais parece uma vila saída de um conto de fadas, não é a toa que serviu de inspiração para o filme A Bela e a Fera. Andando pelo centro histórico é possível apreciar tanto a influência francesa quanto a alemã. Além das casas em estilo enxaimel, que já são um charme por si só, muitas construções são pintadas de diversas cores, e por todos os lados há enfeites de flores.

Foto: Jan Wlodarczyk

Por ser cortada por canais, a cidade possui o apelido de Pequena Veneza (Petit Venise), o que torna o cenário ainda mais encantador com pequenas pontes e passeios de barco disponíveis.

Foto: TripAdvisor

Como tudo que é bom ainda pode melhorar, Colmar faz parte da Rota do Vinho da Alsácia. Estabelecida em 1953, essa rota é uma das mais antigas da França, começando em Marlhenheim, que fica ao norte de Estraburgo, até a cidade de Than. São aproximadamente 170 km em que é possível visitar 70 cidades produtoras de vinho, cada uma com seu charme. No verão é muito comum ver turistas percorrendo parte da Rota de bicicleta. A parte mais famosa do caminho é de Estrasburgo à Colmar, passando pelas cidades de Riquewihr, Ribeauvillé, Obernai, Dambach-la-Ville, Neuf Breisach, Vieux Breisach, Kayserberg, Bergheim, Éguisheim e Barrm.

A cidade possui alguns museus, igrejas e prédios históricos, mas o maior charme é se perder pelas ruas encantadoras.

Foto: dani.tur.br

Curiosidades:

  • Dizem que as casas coloridas de Colmar eram pintadas de acordo com a profissão do morador.
  • Muitos pontos de comércio possuem placas divertidas que indicam qual é a atividade realizada no local, como restaurantes, açougue, etc.
  • Na entrada da cidade há uma réplica da Estátua da Liberdade em homenagem a Frédéric Auguste Bartholdi, um artista local que foi quem a criou.
  • O mercado de natal de Colmar está entre os melhores mercados de natal da Europa.
Foto: AP
Mercado de Natal de Colmar

Colmar e Estrasburgo são as principais cidades para servirem de base na região, mas como é uma cidade relativamente pequena, Colmar pode ser visitada em uma visita de bate e volta tanto saindo da França quanto da Suíça.

Como chegar?

A maior parte dos viajantes chega a Colmar vindo de Estrasburgo, que é a capital da Alsácia. Logo, para quem tem interesse de chegar de trem, ônibus ou avião provavelmente passará por lá.

De carro:

  • Saindo de Estrasburgo (65 km)
  • Paris a Estrasburgo (500 km)
  • Saindo de Lucerna (162 km) ou Zurique (148 km) – Suíça – aproximadamente 2h
  • Saindo de Basileia – Suíça (65 km) – aproximadamente 1h

De ônibus:

  • Paris a Estrasburgo (em média 6:30 h)
  • Estrasburgo a Colmar (1h)
  • Basileia (Suíça) a Colmar (1:30 h) – Flixbus

De trem:

  • Estrasburgo a Colmar (30 minutos). A estação fica a 15 minutos de caminhada do centro.
  • De Paris a Estrasburgo há trens de alta velocidade, que gastam em média 1:30, e os trens mais lentos que gastam até 6:30.
  • Basileia a Colmar (45 minutos) – SNCF

Noruega

Trondheim (Sør-Trøndelag)

Foto: Siouz

Fundada em 997 pelo rei Olav Tryggvason, Trondheim é uma pequena cidade norueguesa com pouco menos de 200.000 habitantes espalhados em 342 km². Apesar de pequena, é a terceira maior cidade da Noruega, e foi sua primeira capital, entre os anos de 1030 e 1217.

Foto: K_ribou

O nome original da cidade, Nidaros (que significa foz do rio Nid), foi dado pelo rei Olav, mas depois a cidade começou a ser chamada de Kaupang i Trondheim, e finalmente Trondheim. Devido a questões relacionadas à língua e ao nacionalismo, diversas cidades norueguesas trocaram seus nomes entre os anos de 1925 e 1930, e com Trondheim não foi diferente. Uma lei definiu que a cidade deveria voltar a se chamar Nidaros, reafirmando a ligação da cidade com o seu passado glorioso, mas através de um referendo, a população se mostrou contra essa mudança e 1 ano depois o nome Trondheim foi restabelecido. 

Situada junto ao fiorde Trondheim, a cidade é cercada por belas colinas arborizadas e é também cortada pelo rio Nidelva. Foi e ainda é um local de peregrinação popular, centro eclesiástico, e cidade onde os novos reis da Noruega recebem suas bênçãos.

Foto: janoscar

Apesar de estar localizada bem ao norte do globo, durante o inverno a cidade é afetada pela Corrente do Golfo, o que geralmente aquece o ar ao longo da costa, tendo como resultado quedas de neve moderadas, e fazendo com que a cidade seja um ótimo destino turístico durante todo o ano.

Foto: heartmybackpack.com

No solstício de inverno, o sol nasce às 10:00 e fica muito abaixo da linha do horizonte, se pondo às 14:30. O que parece estranho para nós, pode ser também muito divertido e bonito, já que os moradores iluminam tudo com velas e luzinhas. Em dezembro é montada uma grande árvore na praça central, iluminando todas as lojas ao redor.

Foto: fredolsencruises.com

No solstício de verão, o sol nasce às 3:00 e se põe às 23:40, e com a claridade que dura praticamente o dia todo, fica bem mais fácil conhecer as praias e caminhar pela cidade e seus arredores.

Foto: ttnotes.com
Residência Real

Construída originalmente em 1774, a residência real possui 140 salas que constituem 4.000 metros quadrados, sendo, possivelmente, o maior edifício de madeira do norte da Europa, e tem sido usado por membros da realeza e seus hóspedes desde 1800.

Foto: Lucio José Martínez González
Catedral de Nidaros

Mais importante local de peregrinação do norte da Europa durante a Idade Média, a Catedral de Nidaros, construída a partir de 1070, é o mais importante monumento gótico da Noruega. Durante a Idade Média e após a independência, a catedral sempre foi a igreja de coroação dos reis noruegueses, mas a partir de 1957 a coroação foi substituída pela consagração, e em 1991, ali foram consagrados o atual rei, Harald V, e a rainha Sonja.

Foto: heartmybackpack.com

A cidade sofreu vários incêndios em sua história, e como a maioria de suas construções era de madeira, a maioria dos incêndios causou enormes danos. Em 1651, o fogo destruiu 90% da cidade, e o incêndio de 1681 levou a uma quase total reconstrução da cidade, quando foram criadas ruas largas e retas para impedir novos incêndios de grandes proporções.

Foto: Jelena Safronova
Vizinhança de Bakklandet

Dominado por pequenas casas de madeira e ruas estreitas, Bakklandet é um bairro localizado no lado leste do rio, e está entre as principais atrações turísticas da cidade. Em 1965 havia um plano rodoviário que propôs que a área fosse demolida para dar lugar a uma auto-estrada de quatro pistas, mas o plano não foi recebido muito bem pelos moradores e no início de 1980 foi arquivado. Ainda bem né!

Como chegar?

De trem: são quatro viagens diárias são feitas entre Oslo e Trondheim na linha Dovre. A viagem dura cerca de sete horas. Também é possível chegar facilmente a Trondheim a partir de outras cidades norueguesas.

De ônibus: Há ônibus saindo em vários horários de Oslo e outras grandes cidades para Trondheim. O tempo de viagem de Oslo a Trondheim é de oito horas.

De carro: A rodovia norueguesa norte-sul E6 passa por Trondheim e a rodovia costeira E39 vai até Klett, que fica 10 quilômetros ao sul da cidade.

De barco: Um barco da Hurtigruten que faz um cruzeiro pela costa norueguesa para diariamente em Trondheim, tanto quando segue para o sul quanto para o norte.

De avião: O aeroporto de Trondheim, Værnes, recebe voos nacionais e internacionais. A partir do aeroporto, é possível pegar um ônibus expresso ou um trem para o centro da cidade. O aeroporto está localizado a 33 km da cidade.

Foto: Aziz Nasuti

Itália

Burano

Foto: Pinterest

Conhecida como a ilha mais colorida da Itália, Burano é uma pequena vila de pescadores que fica a 7 km de Veneza. Não possui muitos monumentos ou grandes atrações turísticas, o charme desse local, que possui menos de 5.000 habitantes, é passear pelas ruas e apreciar as casinhas pitorescas.

Foto: tudosobreveneza.com

Não se sabe ao certo o motivo de cada casa ser pintada de uma cor, mas acredita-se que havia muitos nevoeiros no local e, quando os pescadores voltavam do mar, tinham certa dificuldade de encontrarem suas casas, optando assim por pintá-las de cores vibrantes para facilitar a localização.

Foto: Pinterest

A ilha é também conhecida pela fabricação de rendas, chamadas de merletto. Dizem que após visitar o local, Leonardo da Vinci levou uma peça de renda para enfeitar o altar da Catedral de Milão, e a partir de então, a renda de Burano passou a ser conhecida e exportada para toda a Europa.

Foto: City Wonders

A ilha é bem pequena e pode ser visitada no mesmo dia de outras ilhas famosas bem próximas, como Murano e Torcello. O passeio pode ser feito por um bate e volta saindo de Veneza, já que o trajedo é feito em aproximadamente 45 minutos. Para chegar basta pegar o vaporetti (barco) LN que sai da Fondamenta Nuove.

Foto: My little adventure

Além das casas que já valem a visita, a ilha também possui como atrativos passeios de barco, restaurantes de frutos do mar e a Chiesa di San Martino, igreja cuja torre é mais inclinada do que a Torre de Pisa. Também famosos são os biscoitos caseiros, sendo o bussola buranello o mais conhecido.

Foto: theworldisabook.com
Biscoitos de Burano
Foto: sumfinity.com
Chiesa di San Martino