Suíça

Brienz

Foto: Pinterest

Brienz é uma cidadezinha (comuna) localizada no estado (cantão) de Berna, na Suíça. Com apenas 48 quilômetros quadrados e pouco mais de 3 mil habitantes, é um destino turístico ainda pouco conhecido. Fica bem próxima à cidade de Interlaken – a mais famosa cidade dos alpes suíços. Brienz fica em uma extremidade do lago Brienz, enquanto Interlaken fica na outra extremidade.

Foto: Glenn Van Der Knijff /Lonely Planet

Apesar de ainda não ter sido descoberta pela maioria dos turistas, sua beleza não passa despercebida, sendo o local bastante procurando para a realização de casamentos. Além de charmosas casinhas que parecem saídas de um conto de fadas, a cor azul turquesa do lago Brienz é de tirar o fôlego.

Com quase 30 quilômetros quadrados e profundidade máxima de 260 metros, o lago Brienz é alimentado, entre outros, por neve e gelo provenientes dos alpes próximos. A deposição de gelo glacial no fundo do lago torna impraticável a prática de esportes como mergulho e natação, já que a temperatura da água não é nada convidativa. No entanto, esse mesmo fenômeno modifica sua cor ao longo do dia e do ano, presenteando assim nossos olhos com cores que variam entre água cristalina, azul turquesa e verde esmeralda.

Foto: David Birri/myswitzeland.com
Cachoeira de Giessbach com Grand Hotel Giessbach e lago Brienz ao fundo

Giessbach

Outro lindo local que também parece ter saído de um conto de fadas é a cachoeira de Giessbach, que fica em frente ao Grand Hotel Giessbach. O hotel foi construído entre 1873 e 1874 e, durante muito tempo, foi frequentado pela alta sociedade mundial, como imperadores, reis, estadistas, diplomatas e artistas.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

A cachoeira Giessbach possui 500 metros de altura e suas águas alimentam o lago Brienz. Para chegar até lá é possível ir de carro ou contratar um passeio de barco, em que é preciso desembarcar na estação Giessbach e de lá subir até a cachoeira. A subida pode ser feita por trilha ou pelo funicular ( a subida dura 4 minutos e custa 8 francos para ir e 8 francos para voltar).

Foto: adventure-hostel.com
Brunngasse

Brunngasse

A parte mais romântica de Brienz é, provavelmente, a Brunngasse, que já foi premiada com o título de “rua mais bonita da Europa”. De fama internacional, a maioria de suas casas data do século XVIII e é decorada com esculturas em madeira e muitas, mas MUITAS flores.

Foto: Roger Coll
Detalhe da Brunngasse
Foto: adventure-hostel.com
Brienzer Rothorn

Brienzer Rothorn

É uma montanha da região, de onde é possível ter uma vista espetacular. Mas não só pela vista vale a pena fazer esse passeio. Tanto a paisagem durante todo o percurso de trem, quanto o próprio trem a vapor em si, já valem a visita. A montanha possui 2.300 metros de altitude e de lá de cima é possível avistar cerca de 693 picos.

Do alto, a vista dos Alpes Berneses, do Lago Brienz e da região de Grimsel é fascinante, assim como de Pilatos e Hogant. Os restaurantes no cume e a hospedaria de montanha Rothorn Kulm, com quartos recém-reformados, garantem uma estadia memorável, com amanhecer e pôr-do-sol espetaculares.

Foto: Monique BIanchi / Blog Me Joguei no Mundo
Vista do restaurante no topo da montanha
Foto: swissvistas.com
Casas em Ballenberg

Ballenberg

O que em 1978 começou com 16 edifícios tipicamente suíços é, hoje em dia, uma ampla exibição com cerca de 100 edifícios habitacionais e comerciais provenientes de toda a Suíça, numa área de 66 hectares: o Museu ao Ar Livre de Ballenberg. Desde a década de 1970, casas antigas, estábulos, padarias e celeiros já não são mais demolidos quando substituídos por prédios modernos. Em vez disso, os edifícios são desmontados, pedra por pedra, e reconstruídos por lá. São casas históricas, com suas cozinhas, quartos e salas de estar originais, que ilustram a vida cotidiana rural da Suíça.

Foto: Clarissa Donda/Dondeando por aí
Quarto de família rica em Ballenberg

O museu funciona entre abril e outubro e, além das casas, o cenário ganha vida graças ao cultivo original e autêntico de plantas úteis, às mais de 250 espécies de gado da região e ao trabalho dos artesãos e agricultores com suas ferramentas tradicionais. As exibições temáticas e os eventos especiais complementam a oferta em termos de cultura e de tradições. Além disso, o museu é interativo, permitindo ao turista entrar e transitar pelas construções.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

Curiosidades

  • O estacionamento da cachoeira de Giessbach é pago e custa 5 francos suíços. Ao separar o dinheiro para o estacionamento, certifique-se de possuir moeda de 5 francos, pois as máquinas não aceitam outros valores.
  • O funicular de madeira que vai até a cachoeira de Giessbach é considerado o mais antigo funicular de uso exclusivamente turístico da Europa. Ele se encontra em funcionamento desde 1879.
  • Brienz, que também é conhecida como a “vila das esculturas”, tem uma longa tradição em processamento de madeira e, até hoje, abriga uma escola para escultura e fabricação de violinos.
  • Na Brunngasse, a maioria das casas tem em sua fachada o registro da data em que foram construídas e, quando é o caso, a data da reforma.
  • O trem a vapor que vai à Brienzer Rothorn está em funcionamento desde 1892, demora cerca de 1 hora até o cume, e quem possui o Swiss Travel Pass tem 50% de desconto. Funciona entre junho e outubro e sai de hora em hora. A viagem é gratuita no trem a vapor no dia do aniversário do passageiro.
  • A entrada no museu Ballenberg está incluída no Swiss Travel Pass.
Foto: Pinterest
Cachoeira de Giessbach com lago Brienz ao fundo

Como chegar?

De carro:

  • Saindo de Berna, são 77 quilômetros e a viagem dura em média 1 hora.
  • Saindo de Zurique, são 103 quilômetros e a viagem dura quase 1 hora e meia.
  • Já a partir de Interlaken, são apenas 17 quilômetros.

De trem:

  • Saindo de Berna, a duração da viagem é de 1 hora e 20 minutos, com parada em Interlaken.
  • Saindo de Zurique, a duração é de aproximadamente 2 horas e meia, com parada em Lucerna.

Avião:

  • O aeroporto mais próximo está na cidade de Interlaken.
Foto: Pinterest

Para mais informações

myswitzerland.com

Blog Me joguei no mundo – Cachoeira Giessbach

Blog Me joguei no mundo – Brienzer Rothorn

Blog Dondeando por aí – Ballenberg (post muito completo, vale a pena!)

Blog Viajento (informações sobre o Swiss Travel Pass)

Áustria

Maria Wörth

Foto: Jasmine

Localizada no estado de Caríntia, na Áustria, Maria Wörth é um pequeno distrito situado ao sul do lago Wörthersee. Com apenas 1.500 habitantes, o local é constituído por quatro diferentes cidadezinhas – Maria Wörth, Reifnitz, Dellach e Sekirn – chamadas “o coração do lago Worth.” 

Como o local se encontra em um terreno cercado por água, foi dado a ele o nome Wörth, que em alemão antigo significa “ilha”.

Foto: Georg Holzer

Muito frequentado por famílias, o local é famoso não só por sua paisagem natural, mas também pela limpeza e conservação ambiental, a água do lago é tão cristalina e limpa que é possível usá-la para beber.

Além de turistas interessados em turismo de natureza, a cidade recebe também muitos casais, porque com toda a sua paisagem natural e ruas floridas, é um lugar muito romântico. Foi ali que o compositor Gustav Mahler compôs quatro de suas sinfonias.

A Igréja gótica dos Santos Primus e Feliciana é um dos principais cartões postais de Maria Wörth. Ela fica no ponto mais alto da península, e é famosa por ser o local preferido de muitos noivos para se casarem.

Foto: Johann Jaritz
Foto: Kurt

Importante destino turístico da Áustria durante o verão, a cidade possui atrativos relacionados principalmente à água, como por exemplo: pesca, passeio de barco, vela, surf, windsurf, banana, entre outros. Fora da água é possível praticar parapente, e há trilhas para caminhadas, corridas e ciclismo. Também é possível jogar golfe ou simplesmente observar a fauna e flora locais.

Foto: Paul McClure
Foto: Nadja

Para quem gosta de frio, uma opção é visitar o local no inverno…

Foto: MAFW82

São várias as opções de hospedagem, tanto na península, quanto mais afastado, com diárias variando entre 30 euros (Pension Kitty) e 170 euros (Seehotel Porcia– site sem tradução, detalhes em português AQUI). São várias as opções de preços, vale à pena pesquisar no site Booking.com ou no site oficial, basta traduzir. 

Obs: entre maio e setembro os preços diminuem bastante.

Fotos acima e abaixo: Nadja

Além de passear, namorar e praticar esportes, a cidade também é perfeita para relaxar – já que possui centros de terapia e um spa; e para engordar com as deliciosas comidas típicas.

Foto: Matthias
Foto: herold1
Foto: Mathias L.
Itália

Trento ( Trentino-Alto Ádige)

Conhecida mundialmente por ter sido sede, em meados do século 16, do Concílio de Trento (resposta da Igreja Católica à Reforma Protestante), Trento é uma pequena província ao norte da Itália.

Foto: rakaposhi

Localizada no vale Trentino-Alto Adige, é circundada por uma cadeia de montanhas Dolomitas, onde se iniciam os Alpes.

Trento – Castello del Buonconsiglio
Foto: Iggi Falcon

De origem romana, passou a ser governada, a partir do século IV, por bispos católicos, que se mantiveram no poder até o início do século XIX. Permaneceu durante anos sob o domínio francês, até que, com a queda de Napoleão foi, em 1814, entregue à Austria. Os italianos só a recuperaram em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial.

Igreja São Francisco Savério
Foto: blog.hostelite.com

Politicamente, a Província Autônoma de Trento encontra-se unida à Província Autônoma de Bolzano (Bozen), sendo hoje oficialmente chamadas Região Trentino-Alto Adige. Juntas, são a porção meridional do antigo Tirol do Sul, unido ao Tirol austríaco. Sua principal característica é que a língua do Trentino é historicamente a italiana, enquanto a das demais regiões ao redor é a alemã. Como herança do período em que pertenciam à Áustria ficou o gosto por strudel de maçã e cerveja, ambos podem ser encontrados facilmente na cidade.

Foto: Foto di Spalle (via Pinterest)

O Trentino é hoje uma das regiões europeias com maior fluxo turístico, por causa de suas paisagens montanhosas e de suas cidades e castelos históricos. Nomeada em 2004 como cidade alpina do ano, Trento oferece aos visitantes não apenas uma paisagem de cair o queixo, mas também uma arquitetura que mistura o estilo renascentista com o medieval. 

Foto: bautisterias (via Pinterest)

Atrações turísticas:
Piazza del Duomo – Essa praça é o centro histórico da cidade. Nela fica o Palazzo Pretorio, construção típica da Baixa Idade Média (século XIII) e a Fonte de Netuno.

Castello del Buon Consiglio – O castelo fortificado medieval foi, durante vários séculos, residência dos bispos-príncipes de Trento e impressiona por seu tamanho. Faz parte de boa parte da história da cidade, tendo sediado, por exemplo, muitas sessões do Concílio de Trento. Hoje ali funciona o MuseoProvinciale.

Foto: il Turista

Muitos vinhedos e oliveiras podem ser vistos por toda a região.

A melhor época é de final de maio a começo de setembro, quando faz menos frio.

Foto: busca no Google

Curiosidades:

  • Nos cinemas de Trento todos os filmes são dublados em italiano, e nas sessões se faz um intervalo na metade do filme. 
  • O horário comercial é de 8:30 às 12h e de 15 às 19h.
Alemanha

Garmisch-Partenkirchen (Baviera)

Foto: Brad Hays

Escondida nas montanhas da Alemanha, essa pequena vila de pouco mais de 25 mil habitantes era inicialmente 2 vilas, que foram obrigadas a se unir em 1935 para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 1936, tornando-se então um charmoso destino de inverno.

Foto: Stefan Gerzoskovitz

Localizada a 90 km de Munique, lá se encontra Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha, com 2.962 metros de altura. Com 7 meses de neve por ano, o local é perfeito para praticar esportes de inverno.

Foto: Walter Storto

Para quem não gosta de frio, uma ótima opção é visitar a cidade no verão. São diversas trilhas com paisagens de tirar o fôlego, estradinhas que convidam a dar um passeio de bicicleta, ou até mesmo o centrinho, que merece uma bela apreciada. Há diversos cafés, lojinhas e restaurantes na área conhecida como Füßgängerzone, uma palavra em alemão que significa área para pedestres.

Foto: Fritz Mader

No topo da montanha há diversos pontos de observação onde é possível ver muitas montanhas e lagos. Lá também se encontram dois restaurantes, SonnAlpin e Gipfelalm, além de lojas de souvenir.

Foto: autor desconhecido

Para quem gosta de festa a época certa para visitar o local é o meio do ano. Cada uma das duas partes da vila possui sua própria festa, Festwoche, sendo a de Garmisch na última semana de julho e a de Partenkirchen na primeira semana de agosto. Durante esse período as pessoas se fantasiam para celebrar suas tradições com muita dança, música, comidas e cerveja.

Foto: Michael Dailey

Para chegar a esse paraíso é possível ir de carro ou de trem. A viagem saindo de Munique leva em média 1 hora de carro ou 1:25 de trem. Há trens saindo de hora em hora.

Foto: autor desconhecido

As duas partes da cidade, Garmisch e Partenkirchen ficam separadas por uma estação de trem e um rio e, apesar de terem sido unidas, cada parte conserva suas peculiaridades. Partenkirchen é a mais velha entre elas e possui características mais clássicas e é mais calma. Já Garmisch possui uma noite mais agitada com barzinhos e restaurantes mais modernos.

Foto: Viator
Zugspitze

Garmisch-Partenkirchen faz parte da Rota dos Alpes, que é a rora de férias mais antiga visitada pelos alemães. Além de paisagens naturais de tirar o fôlego, nessa rota também existem vários castelos e cidades bucólicas que parecem saídas de filmes antigos. Além de GP, são também cidades da Rota Lindau, Füssen, Oberammergau, Mittenwald, Bad Tölz, Tegernsee, Berchtesgaden e Schönau am Königssee.

Foto: Nicole

Para amantes do inverno ou do verão, para quem gosta de locais charmosos e calmos ou para quem gosta de noites agitadas, Garmisch-Partenkirchen com certeza vale a visita.