Dinamarca

Ilhas Faroé (Ilhas Féroe)

Foto: @ilhan1077

Ilhas Faroé (também conhecidas como Ilhas Féroe) são uma região autônoma da Dinamarca e ficam localizadas no Atlântico Norte, entre a Escócia e a Islândia.

Foto: sidetrackedtravelblog.com

O arquipélago é formado por 18 ilhas, mas nem todas são habitadas. A capital, Tórshavn, está localizada na maior ilha – Streymoy- e possui uma população de 16.000 habitantes. Já a ilha de Streymoy possui aproximadamente 21.000 habitantes, representando 40% do total do arquipélago, que é de pouco mais de 50.000 habitantes.

A capital Tórshavn
Foto: Neurobit/Istock

Apesar de pertencerem à Dinamarca, a maioria de seus habitantes descende de escoceses e noruegueses. Em seu longo período de existência, que remonta ao ano de 600, já foram colonizadas e dominadas por diversas nações, como noruegueses, dinamarqueses, islandeses e ingleses. Em 1814 a região foi reconhecida como possessão dinamarquesa.

Vila de Tjørnuvík
Foto: Pinterest

Autônomas desde 1948, as Ilhas Faroé possuem um Alto Comissariado que representa a rainha da Dinamarca, um Parlamento unicameral e um primeiro-ministro. Possuem também uma língua própria, assim como moeda local, pareada com a coroa dinamarquesa.

Foto: Pinterest

Com recursos vegetais escassos, 96% a 98% de suas exportações deriva da pesca. Nas ilhas também é comum a criação de ovelhas, que dão nome ao arquipélago, já que Féroe, na língua local, significa “Ilha das ovelhas”. São tantas ovelhas que sua quantidade ultrapassa o número de habitantes (há quem diga que o número de ovelhas é o dobro do número de habitantes).

Festival Ólavsøka
Foto: torshavn.fo

No final de julho acontece o festival Ólavsøka, principal festival de verão e dedicado a homenagear São Olavo. A festa dura alguns dias e mistura comemorações culturais e desportivas, com apresentações de dança e música, além de competições de corrida de barcos e jogos de futebol.

Parlamento
Foto: Pinterest

No verão são também comuns as caças a baleias. Apesar de a atividade ir contra o direito dos animais e receber denúncias de muitas ONGs, os habitantes consideram-na uma importante parte da história e da cultura da ilha e, por ser uma prática muito antiga e comum na região, continua sendo realizada.

Igrejinha da vila de Saksun
Foto: internet

Até aproximadamente 5 anos atrás as ilhas costumavam receber apenas 20 mil turistas por ano mas, após o sucesso de suas lindas e intocadas paisagens em redes sociais como o Pinterest e o Instagram, este número subiu para mais de 110 mil. O crescimento do número de turistas foi tão grande e rápido que no ano de 2019 as ilhas interromperam o fluxo de turistas por um final de semana para realizar limpeza e manutenção dos atrativos turísticos.

Foto: mengfors/pixabay

Para passear entre as ilhas é possível alugar um carro ou comprar passeios de um dia. O transporte público na capital é grátis. Há também subsídio do governo para o uso de helicópteros, muito comuns na região, o que faz com que o preço da viagem seja muito mais barato do que o habitual, possibilitando apreciar esse maravilhoso cenário do alto.

Porto de Tórshavn
Foto: afar.com

Tórshavn

Um dos principais atrativos do local é passear pelas estreitas vias da capital, se perdendo entre casinhas coloridas que disputam a atenção com bucólicas paisagens. A cidade também é sede do Føroya Løgting, mais antigo Parlamento do mundo, com mais de mil anos de atividade.

Gasadalur
Foto: Pinterest

Cachoeira Mulafossur em Gasadalur

Localizada na ilha de Vágar, Gasadalur é um pequeno vilarejo que possui o provavelmente mais conhecido cartão postal das Ilhas Faroé, a Cachoeira Mulafossur. Não é de se estranhar a fama do local, já que, ao ver a foto, é difícil de acreditar que exista uma pequena vila, no alto de um penhasco, com uma cachoeira despencando no mar. Antigamente o local era bem remoto, já que para alcançá-lo era necessário percorrer mais de 4 quilômetros de trilhas. Hoje, há um túnel para facilitar o acesso, que pode ser feito de carro em aproximadamente 10 minutos, saindo do aeroporto.

Lago Leitisvatn
Foto: internet

Lago Leitisvatn ou Sorvagsvatn

Em formato de S, este lago está localizado entre 2 vilas e, dependendo de onde você estiver, seu nome muda. Para moradores da vila de Miovágur, o lago é conhecido como Leitisvatn. Já para os moradores da vila de Sorvagsvatn, este é conhecido como lago Sorvagsvatn. Independentemente do nome, o lago possui uma característica muito interessante, que é a de estar localizado no topo de penhascos e, dependendo do ângulo em que é observado, dá a sensação de estar muito acima dos 30 metros que o separam do mar. Este maravilhoso cenário também está localizado na ilha de Vágar, a mesma em que está localizado o aeroporto.

Vilarejo de Funningur
Foto: Istock

Vilarejo de Funningur

Localizado a 1 hora de carro da capital, esse é o mais antigo vilarejo das ilhas. Em seu entorno está a trilha Hvíthamar, muito popular entre os turistas por oferecer uma excelente vista do fiorde Funningsfjørður e das montanhas ao redor.

Vilarejo de Tjørnuvík
Foto: Pinterest

Vilarejo de Tjørnuvík

Localizada a 52 quilômetros da capital, esta pequena vila possui pouco mais de 50 habitantes e é possível chegar até lá de ônibus. um dos locais mais visitados do arquipélago, costuma receber surfistas durante o verão. Há uma trilha pública para caminhadas entre Tjørnuvík e Saksun. A caminhada leva três horas e pode ser feita o ano todo, sem nenhum custo.

Farol em Mykines
Foto: Istock

Mykines

Com apenas 20 habitantes, esse local é perfeito para quem gosta de apreciar paisagens intocadas e a vida selvagem. Entre penhascos, casinhas coloridas e um pequeno e fotogênico farol, há trilhas em que é possível apreciar a vista e observar mais de 20 espécies de aves marinhas que costumam aparecer por lá. O acesso pode ser feito por helicóptero ou balsa.

Vilarejo de Saksun
Foto: Agnees de Pelerinage

Vilarejo de Saksun

Outro famoso cartão postal das Ilhas Faroé é o vilarejo de Saksun. Lá, ao contrário das tradicionais casinhas coloridas, há construções bem mais rústicas e antigas a beira da lagoa. Complementando o cenário e contrastando com o verde e o azul, há uma pequena igreja, pintada de branco. A pequena vila de menos de 10 habitantes dica a 45 minutos de carro da capital e a estrada pode ser um pouco perigosa, já que passa por montanhas íngremes.

Aurora Boreal em Klaksvík
Foto: cntraveler.com

Aurora Boreal

As Ilhas Faroé são uma ótima opção para quem deseja ver a aurora boreal. O melhor período para visualização é de setembro a março ou abril. Alguns bons pontos são as aldeias de Gjógv, no extremo norte de Eysturoy, e Klaksvík, em Borðoy.

Foto: internet

Curiosidades:

  • Durante a II Guerra Mundial as Ilhas Faroé foram ocupadas pelas tropas britânicas enquanto a Dinamarca foi invadida pela Alemanha. A ocupação se deu de forma amigável e teve como objetivo evitar que os nazistas possuíssem uma base militar no Atlântico Norte. Em 1945 os ingleses partiram deixando para trás 170 soldados que se casaram no arquipélago.
  • O aeroporto de Vágar foi construído pelos ingleses durante a ocupação.
  • Hoje em dia há um déficit de gênero nas ilhas. São aproximadamente 2 mil mulheres a menos do que os homens. Por esse motivo, muitos moradores do arquipélago buscam esposas em outros países.
  • Em 1946 houve um referendo que aprovou a independência das Ilhas Faroé. Porém, 2 dias depois, ela foi anulada pela Dinamarca.
  • Nenhum ponto das ilhas está a mais de 5 quilômetros do mar.
  • Apesar de estar localizada no extremo norte do globo, na capital não se registram temperaturas médias negativas. A média costuma variar entre 0,3º C em janeiro e 11,1º C em agosto.
  • As casas costumam ter grama nos telhados. Dizem que ajuda a manter a temperatura agradável durante o inverno, fresca durante o verão, além de absorver a água da chuva, muito comum durante todo o ano. Para aparar a grama são colocadas ovelhas sobre o telhado.
  • Além dos telhados, a grama também está presente em todas as ilhas. As árvores são itens raros por lá.
Foto: internet

Como chegar?

De avião: A melhor maneira de chegar ao arquipélago é de avião. A única companhia aérea que possui vôos é a Atlantic Airways e o único aeroporto da região fica na ilha de Válgar.

De navio: Após as ilhas se tornarem um famoso destino na internet, é possível chegar até lá em cruzeiros oferecidos por algumas empresas.

Foto: Tom Glancz
Hvíthamar
Foto: divulgação

Das 18 ilhas apenas 1 não possui habitantes. Cada uma possui suas belezas e particularidades. Para mais informações a respeito de atrativos não mencionados acima, acesse os links abaixo.

Fontes:

Wikipédia

Viajali

Álbum de viagens

ZAP

Cntraveler

annees-de-pelerinage.com

Costa Cruzeiros

Grécia

Paros

Foto: @alisonrichard

Famosa na Antiguidade Clássica pelo mármore que exportava, Paros é uma ilha grega localizada no Mar Egeu. Seu mármore era tão famoso que a famosa Vênus de Milo, hoje exposta no Museu do Louvre, foi esculpida nele.

Naoussa
Foto: Pinterest

Com 196 quilômetros quadrados e aproximadamente 13 mil habitantes, é uma das maiores ilhas da Grécia. Com todo o charme das irmãs mais famosas – porém muito mais calma – é uma ótima opção de hospedagem para quem quer fugir das badaladas Santorini e Mykonos. Há quem diga que Paros é como Mykonos há 20 anos, sem a multidão de turistas e sem os preços inflacionados.

Lefkes
Foto: Postcardsbyhanna.com

Com casinhas brancas, igrejas com cúpulas azuis e MUITAS flores que se espalham por entre suas vielas, a ilha possui também como atrativo muitas praias com águas cristalinas e várias opções para a prática de esportes.

Parikia
Foto: thewanderbug.com

Parikia

Também conhecida como Paros Town, é a capital da ilha e sua principal vila. Lá você poderá encontrar muitos cafés, restaurantes e lojas de souvenir.

Porto de Naoussa
Foto: travel-monkey.com

Naoussa

Trata-se de uma tradicional e pitoresca ilha de pescadores com muitas praias de águas cristalinas. É o local preferido por muitos para se hospedar, pois não possui a agitação diurna de Parikia, mas a noite é bem agitada, o que torna a vila em um dos locais mais caros da ilha. Não deixe de experimentar a culinária local, a base de frutos do mar.

Lefkes

Antiga capital de Paros, fica na parte mais alta e montanhosa da ilha. Casinhas brancas com portas e janelas azuis te aguardam por lá. por se tratar de uma vila mais distante ( 10 quilômetros de Parikia), as lojas de lembrancinhas costumam ser mais baratas do que na capital. É também uma boa opção para provar a tradicional comida grega.

Marpissa
Foto: @delafuentecam

Marpissa

Nessa vila as casinhas continuam brancas, mas as portas e janelas ganham outros tons de azul, assim como verdes e rosas, dando ainda mais charme ao local. Por lá você também encontrará moinhos gregos.

Paros Park
Foto: Arne Thielenhaus

Paros Park

É um parque de 80 hectares em que é possível caminhar por 3 diferentes trilhas demarcadas. Todo o percurso pode ser feito em 2 horas e após a caminha é possível se refrescar em alguma das praias próximas.

Panayia Ekatontapyliany
Foto: voyagetips.com

Panayia Ekatontapyliany (ou Igreja das 100 portas)

É o monumento mais famoso da época bizantina (século IV) na ilha, e também de grande importância para a Grécia. A igreja foi construída por Helena, mãe do imperador romano Constantino, e a entrada é grátis.

Golden Beach
Foto: packingmysuitcase.com

Praia de Chrissi Akti (ou Golden Beach)

Localizada a 22 quilômetros ao sul de Parikia, é uma das mais famosas praias de Paros. É conhecida como Golden Beach pela tonalidade dourada apresentada por sua areia, quando reflete a luz do sol. Considerada uma das mais bonitas praias da ilha, todo mês de Agosto recebe o Campeonato Mundial de Windsurf.

Naoussa
Foto: travel-monkey.com

Curiosidades:

  • A melhor época para visitar a ilha é entre os meses de Maio e Outubro. Nos outros meses pode ser que muitas lojas estejam fechadas.
  • O conjunto de ilhas onde Paros se encontra é conhecido como Ilhas Cíclades.
  • Entre os meses de Julho e Setembro pode ventar bastante, o que pode baixar a temperatura e pegar turistas desprevenidos.
  • Algumas vilas costumam ser um pouco distantes e, para quem não tem a intenção de alugar carro, há a possibilidade de se locomover por meio de ônibus.
  • A ilha de Antiparos fica de frente para a ilha de Paros. Vale a pena a visita, já que o tempo de balsa é de apenas 30 minutos.
Porto de Naoussa
Foto: olympicholidays.com

Como chegar?

De balsa: é a opção mais utilizada e pode ter como ponto de partida Atenas ou alguma das ilhas vizinhas.

Avião: o aeroporto fica a 11 quilômetros de Parikia e, para chegar até lá há opções de transportes saindo da capital. O transporte de passageiros que chegam à ilha também é feito até Parikia e, de lá os turistas se encaminham para as outras vilas.

Para mais informações a respeito de transporte:

Lefkes
Foto: roamandthrive.com
Água cristalina da praia de Boudari
Foto: packingmysuitcase.com
Praia em Naoussa
Foto: stayclosetravelfar.com
Noruega

Bergen

Foto: wikiway

Com aproximadamente 250.000 habitantes, Bergen, ou Berga (historicamente Bjørgvin), é a segunda maior cidade da Noruega. Considerada a cidade mais bela do país, está cercada por sete montanhas – conhecidas como syv fjell – o que lhe confere uma bela paisagem, mas também altos índices de precipitação, já que as montanhas servem como barreira natural para as nuvens (chove quase todos os dias).

Foto: Hugo Medeiros

Fundada em 1070 pelo rei Olaf III, Bergen sempre foi uma cidade próspera, devido principalmente à sua posição geográfica, o que a transformou em importante centro comercial. Foi capital da Noruega até 1299, quando foi substituída por Oslo, mas até a década de 1830 continuou a ser a maior cidade norueguesa. Hoje é um dos principais centros de petróleo e gás offshore na Noruega.

Foto: Mommyshorts.com

Entre 1350 e 1750 pertenceu à Liga Hanseática ( uma aliança de cidades mercantis – alemãs ou de influência alemã – que estabeleceu e manteve um monopólio comercial sobre quase todo o norte da Europa e Báltico entre o fim da Idade Média e início da Idade Moderna). Formalmente, a Hansa durou até 1669, mas o escritório em Bergen finalmente foi fechado em 1764 – e a última casa alemã foi vendida para uma família norueguesa.

Foto: Bergen Tourist Board
Bryggen

Principal atrativo turístico da cidade, a área conhecida como Bryggen, no centro da cidade, relembra os tempos em que Bergen pertenceu à Liga Hanseática. Bryggen (cais em norueguês) é uma sequência de casas de madeira hoje ocupadas por restaurantes, cafés, lojas de souvenir e alguns museus. Por trás das fachadas luminosas de dezesseis casas medievais, há um labirinto real de dependências que antes serviam como armazéns. Desde 1979 a região é reconhecida como Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO.

Foto: Bergen Tourist Board
Gamle Bergen

Por ter a maioria de suas casas construídas com madeira, a cidade sofreu com vários incêndios ao longo de sua existência. Atualmente, apenas 1/4 das construções não foram reconstruídas após algum dos incêndios.

Foto: Nina Aldin Thune
Museu Hanseático

Museu Hanseático

O Museu Hansa (1872) foi inaugurado no antigo escritório hanseático de Finnegarden e é um excelente exemplo de arquitetura e vida do início do período hanseático. As instalações do museu são escuras e apertadas, com pequenas janelas e lembram um porão de navio. De particular interesse é a coleção de selos de cidades hanseáticas com símbolos de navios da época.

Foto: Per Molvik
Museu Bryggen

Museu Bryggen

No Museu Bryggen (Museu Bryggens) encontram-se os achados arqueológicos de Bergen no período medieval. Lá estão muitas peças que foram achadas durante anos de escavações.

Foto: Thinkstock
Vista do Monte Fløyen

Monte Fløyen

De lá é possível ter uma vista privilegiada de toda a cidade. A subida pode ser feita utilizando o funicular (saídas a cada 30 minutos), ou até mesmo pode ser feita a pé (3 km).

Foto: Terje Rakke – visitbergen.com

Fisktorget (Mercado de Peixe)

O Mercado de Peixe é um local frequentado tando por locais quanto por turistas. Perdendo apenas para a China, a Noruega é a segunda maior exportadora de peixes do mundo. No Mercado de Peixes é possível degustar diversos pratos típicos, principalmente a carne de baleia.

Foto: Torbjørn Wilhelmsen
Gamble Bergen

Gamle Bergen (ou a Velha Bergen)

A Velha Bergen é um museu a céu aberto onde é possível vivenciar como era a vida por ali no século XIX. São aproximadamente 50 casas de madeira dos séculos XVIII, XIX e XX que foram dispostas por lá para compor o cenário. O museu é interativo, lá é possível espiar pelas janelas, abrir portas e caminhar pelo interior das casas. Há atores vestidos com roupas de época simulando como era a vida na comunidade naquela época. Para chegar até lá basta pegar um ônibus na frente dos armazéns coloridos de Bryggen e descer no ponto chamado Nyhavnsveien.

Foto: Tove Breistein

Porta de entrada para os Fiordes

Bergen oferece uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer um fiorde, que é uma grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas (a Noruega é o país que mais possui fiordes). Os fiordes do entorno, principalmente Hardangerfjorden e Sognefjorden, apresentam lindas paisagens salpicadas com propriedades rurais, campos floridos e penhascos verticais mergulhando nas águas geladas. Muitos barcos partem diariamente rumo aos fiordes (verificar disponibilidade a partir de setembro).

Foto: www.best-served.co.uk/
Sognefjorden

Curiosidade

Reza a lenda, que os Trolls eram pequenas criaturas estranhas que viviam nas montanhas e nos mares, no norte da Noruega. Eram semelhantes aos humanos, mas tinham cabelos desgrenhados, rabo, apenas quatro dedos e um narigão enorme. Só era possível encontrá-los à noite, pois eles não suportavam a luz. Caso não regressassem aos seus esconderijos antes do amanhecer viravam pedra. Eles eram dotados de poderes especiais e podiam se transformar em lindas mulheres. Quando enfurecidos tinham uma cólera que não conhecia limites. Para agradá-los os camponeses ofereciam pratos de comida, especialmente, na noite de Natal. Até os dias de hoje, dizem que é preciso estar de bem com os Trolls para não correr o risco de se deparar com sua fúria. Afinal, muitas das montanhas noruegueses formadas por rochas talvez sejam Trolls que não conseguiram romper a luz do dia e viraram pedra. (Fonte: Claudia Liechavicius – www.viajarpelomundo.com/ )

Foto: Claudia Liechavicius
Troll

Como chegar?

De avião:
  • O principal local de desembarque é o Aeroporto Internacional de Bergen, que encontra-se a cerca de 17 quilômetros do centro da cidade.
  • O ônibus do aeroporto oferece várias saídas com destino ao centro da cidade e cobre o trajeto em cerca de 30 a 40 minutos. Os ônibus saem a cada 15 minutos entre 6h e 23h, com horários mais esparsos nos demais horários. Também há a opção de ir até a cidade de taxi.
De trem:
  • A viagem de trem entre Bergen e Oslo foi reconhecida por muitos como a mais bela viagem de trem do mundo.
  • O trem com destino a Oslo conta com vários embarques diários e a viagem, que atravessa as montanhas, tem duração aproximada de 7-8 horas.
De ônibus:
  • Bergen é centro regional para a rede de transporte rodoviário.
  • Muitos ônibus expressos, com origem em várias partes da Noruega, oferecem linhas com destino à Bergen.
De barco:
  • A empresa Fjord Line opera balsas a partir de Hirtshals, na Dinamarca.
  • Barcos velozes e modernos cruzam a costa e adentram os fiordes.
  • Bergen é o ancoradouro final do navio Hurtigruten, A Viagem Costeira da Noruega, e o navio embarca todas as noites em sua jornada de 11 dias rumo norte.
Foto: Elias Dahlen
Interior de Bryggen
França

Menton

Foto: Pinterest

Com pouco mais de 14 quilômetros quadrados e menos de 30 mil habitantes, Menton é uma pequena cidade localizada no departamento dos Alpes Marítimos, na região de Provence-Alpes-Côte D’Azur.

A cidade foi fundada pelos ligures (povo do norte da Itália), que também fundaram Mônaco e outras regiões próximas. Pertenceu à Mônaco entre 1346 e 1848, depois à Sardenha (Itália) e, após um referendo, se tornou parte da França em 1860.

Foto: Pinterest

Conhecida como “a Pérola da França”, Menton passa muitas vezes despercebida por ser muito mais pacata do que as vizinhas Mônaco, Cannes e Nice, sem falar das vizinhas da Riviera Italiana (é a última cidade na fronteira com a Itália).

Com um microclima que consegue ser ainda melhor do que o clima do Mediterrâneo, a cidade é considerada um dos locais mais ensolarados da França, com 316 dias de sol por ano. Esse calor agradável não só atrai turistas, como favorece o cultivo de frutas e flores. Em suas ruas é possível ver várias árvores tropicais, como palmeiras, bananeiras e limoeiros. O clima médio é de 11 graus no inverno e 25 graus no verão.

Foto: Pinterest

O principal produto cultivado em Menton é o limão e, graças ao clima, é produzido o ano inteiro, tornando-se portanto, um de seus símbolos, já que se trata da única região de França em que são produzidos. No mês de fevereiro acontece a Fête du Citron (Festa do Limão), mais de 15 dias de festa em que a cidade recebe mais de 200 mil visitantes. Para mais informações sobre a festa clique aqui.

Foto: francetoday.com
Festa do Limão
Foto: fete-du-citron.com

Por toda a cidade, os jardins notáveis ​​e os edifícios Belle Epoque nos lembram que Menton, um paraíso mediterrâneo, também era um popular resort à beira-mar para os ricos turistas do norte e do leste da Europa. Dizem que ao conhecer a Riviera Francesa, a rainha Vitória escolheu Menton para se hospedar, tornando o local bastante conhecido pela nobreza de então.

Foto: Pinterest

A cidade é um bom destino para ser visitado em 1 dia. Além da praia, é possível passear pelas ruas coloridas da cidade velha, encontrar villas Belle Epoque pelo meio do caminho, passar pelos diversos jardins, visitar o porto, ou sentar-se em um dos inúmeros restaurantes para apreciar a vista ou a rotina local.

Foto: vacansoleil.nl

Curiosidade:

A cidade está intimamente relacionada a Jean Cocteau, um poeta, romancista, cineasta, designer, dramaturgo e ator francês que era apaixonado por Menton e passou longas temporadas por lá. Além de um museu em sua homenagem, a cidade possui inúmeras obras e locais que fazem referência ao artista.

Frases famosas de Jean Cocteau:

  • “Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.”
  • “Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia, mas uma meia mentira não será nunca uma meia verdade.”
  • “Se eu prefiro os gatos aos cães, é porque não existem gatos policiais.”
Foto: @the_essencialist_

Como chegar?

A cidade de Menton é a última parada de trem na glamourosa Côte d’Azur antes de você chegar à Itália, fica a cerca de 30 km de Nice, onde há o aeroporto mais próximo.

De trem: o transporte de trem entre Nice e Menton dura entre 28 e 40 minutos e há vários trens por dia.

De carro: é possível alugar um carro em Nice e seguir pela via A8 até a saída 59 para Menton. A viagem dura em média 40 minutos.

Barco: há o Porto Municipal, que fica ao lado do centro, e o Porto Garavan (maior), a menos de 1 km de distância.

Foto: thewanderinglens.com

França

Colmar

Foto: Viator

Localizada no nordeste da França, Colmar fica na Alsácia, que junto com a Lorena formam uma região extremamente disputada pela Alemanha e pela França. Inicialmente pertencente ao Sacro Império Romano-Germânico, foi tomada por Luís XIV da França depois da Paz de Vestfália (em 1648), mas devolvida pela França à Alemanha recém-unificada, conforme o Tratado de Frankfurt (1871), que encerrou a Guerra Franco-Prussiana. Após a Primeira Guerra Mundial, foi retomada pela França, nos termos do Tratado de Versalhes (1919). Já na Segunda Guerra Mundial, foi anexada pelo Terceiro Reich alemão em 1940, mas retomada pelas França após o fim do conflito (1945).

Foto: iStock

Com pouco mais de 70.000 habitantes, Colmar mais parece uma vila saída de um conto de fadas, não é a toa que serviu de inspiração para o filme A Bela e a Fera. Andando pelo centro histórico é possível apreciar tanto a influência francesa quanto a alemã. Além das casas em estilo enxaimel, que já são um charme por si só, muitas construções são pintadas de diversas cores, e por todos os lados há enfeites de flores.

Foto: Jan Wlodarczyk

Por ser cortada por canais, a cidade possui o apelido de Pequena Veneza (Petit Venise), o que torna o cenário ainda mais encantador com pequenas pontes e passeios de barco disponíveis.

Foto: TripAdvisor

Como tudo que é bom ainda pode melhorar, Colmar faz parte da Rota do Vinho da Alsácia. Estabelecida em 1953, essa rota é uma das mais antigas da França, começando em Marlhenheim, que fica ao norte de Estraburgo, até a cidade de Than. São aproximadamente 170 km em que é possível visitar 70 cidades produtoras de vinho, cada uma com seu charme. No verão é muito comum ver turistas percorrendo parte da Rota de bicicleta. A parte mais famosa do caminho é de Estrasburgo à Colmar, passando pelas cidades de Riquewihr, Ribeauvillé, Obernai, Dambach-la-Ville, Neuf Breisach, Vieux Breisach, Kayserberg, Bergheim, Éguisheim e Barrm.

A cidade possui alguns museus, igrejas e prédios históricos, mas o maior charme é se perder pelas ruas encantadoras.

Foto: dani.tur.br

Curiosidades:

  • Dizem que as casas coloridas de Colmar eram pintadas de acordo com a profissão do morador.
  • Muitos pontos de comércio possuem placas divertidas que indicam qual é a atividade realizada no local, como restaurantes, açougue, etc.
  • Na entrada da cidade há uma réplica da Estátua da Liberdade em homenagem a Frédéric Auguste Bartholdi, um artista local que foi quem a criou.
  • O mercado de natal de Colmar está entre os melhores mercados de natal da Europa.
Foto: AP
Mercado de Natal de Colmar

Colmar e Estrasburgo são as principais cidades para servirem de base na região, mas como é uma cidade relativamente pequena, Colmar pode ser visitada em uma visita de bate e volta tanto saindo da França quanto da Suíça.

Como chegar?

A maior parte dos viajantes chega a Colmar vindo de Estrasburgo, que é a capital da Alsácia. Logo, para quem tem interesse de chegar de trem, ônibus ou avião provavelmente passará por lá.

De carro:

  • Saindo de Estrasburgo (65 km)
  • Paris a Estrasburgo (500 km)
  • Saindo de Lucerna (162 km) ou Zurique (148 km) – Suíça – aproximadamente 2h
  • Saindo de Basileia – Suíça (65 km) – aproximadamente 1h

De ônibus:

  • Paris a Estrasburgo (em média 6:30 h)
  • Estrasburgo a Colmar (1h)
  • Basileia (Suíça) a Colmar (1:30 h) – Flixbus

De trem:

  • Estrasburgo a Colmar (30 minutos). A estação fica a 15 minutos de caminhada do centro.
  • De Paris a Estrasburgo há trens de alta velocidade, que gastam em média 1:30, e os trens mais lentos que gastam até 6:30.
  • Basileia a Colmar (45 minutos) – SNCF

Bélgica

La Roche-en-Ardenne (Luxemburgo)

Foto: Wipolo.com

La Roche-en-Ardenne é um pequeno município da região da Valonia (Wallonia), província de Luxemburgo, na Bélgica. A pequena cidade possui pouco mais de 4.000 habitantes e tem como principal ponto turístico as ruínas de um castelo feudal, o Château Féodal de La Roche-en-Ardenne.

Foto: TripAdvisor

Cercada por florestas, vales e campos agrícolas, La Roche, como é conhecida, é um local perfeito tanto para quem busca descansar quanto para quem busca aventura. Caminhar por trilhas, canoagem e montain bike são algumas das atividades mais procuradas na região.

Foto: Guy Peeters

A pequena cidade recebe muitos turistas e possui alguns eventos que ocorrem ao longo do ano. Nos meses de julho e agosto é possível assistir ao show de som e luzes ao pé do castelo. O show acontece todos os dias às 10 da noite e conta a história de Berthe, cujo pai era o lorde no século X. Esperando encontrar para ela um bom marido, o pai organizou um torneio em que o homem que ela amava foi morto. Inconsolável por ter que se casar com o vencedor, Berthe foi encontrada morta na manhã seguinte ao casamento e acredita-se que seu espírito vaga pelo castelo até hoje.

Fogos no Catelo
Foto: la-roche-en-ardenne.be

Em Agosto há o Final de Semana Medieval no castelo, evento em que artesãos, cavaleiros, trovadores e damas irão levar os turistas de volta no tempo.

Foto: la-roche-en-ardenne.be

Já em Setembro, há o Festival da Sopa. Basta comprar uma tigela para, durante 2 dias, poder provar qualquer uma das sopas oferecidas.

Foto: Pinterest

Para os amantes da gastronomia, há muitas opções para provar. Além do Festival da Sopa, são famosos os biscoitos de Monsieur Danloy, a cerveja (The Féodale Blond) e o conhaque (The Purnalet) locais. Também famoso é o presunto da região de Ardenne, possuindo inclusive indicação geográfica protegida.

Foto: trover.com

Como chegar?

  • Para quem vai de carro, saindo de Bruxelas, pegar a N4 (entre 1:30 e 2:00 horas de viagem).
  • Para quem sai de Liège, pegar a E25 (52 minutos).

Estações de trens mais próximas:

  • Melreux train station (19km)
  • Marloie train station (25km)

Aeroportos mais próximos:

  • Liège Airport (80 km)
  • Brussels Airport (129 km)
  • Brussels South Charleroi Airport (102 km)

Foto: ww2 nation
Alemanha

Bamberg (Baviera)

Foto: Pinterest
Altes Rathaus – Antiga Prefeitura

Declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1993, essa pequena vila de pouco mais de 70.000 habitantes é destino certo para quem gosta de história, e principalmente para quem gosta de cervejas artesanais.

Foto: Mariana Gabellini

A cidade possui 10 cervejarias, sendo a cerveja defumada (em alemão Rauchbier) a mais famosa, produzida pelas cervejarias Brauerei Schlenkerla e Brauerei Spezial.

Foto: Pinterest

Bamberg faz parte da região cervejeira Francônia (Bierfranken), que com mais de 300 cervejarias, tem a maior densidade de cervejarias por número de habitantes do mundo.

Foto: Ostseetroll

A cerveja “Aecht Schlenkerla Rauchbier” é a mais conhecida não só na região da Francônia, mas também por um público internacional. A taverna tradicional Schlenkerla (desde 1405), sediada no Centro Histórico, é uma importante instituição na cidade.

Foto: John Bragg

Para quem não gosta de cerveja, as ruas e construções em estilo medieval também valem o passeio. São vários os pontos turísticos que remetem a uma viagem no tempo, como por exemplo:

  • Catedral Imperial de Bamberg (Kaiserdom), com a sepultura do papa Clemente II e a sepultura do imperador Henrique II e sua esposa;
  • Residência Antiga da Corte (Alte Hofhaltung), onde foi filmado “Os três mosqueteiros”;
  • Pequena Veneza (Klein-Venedig), antigo bairro de pescadores de Bamberg ao longo do Rio Regnitz;
  • Castelo de Altenburg (1109), antiga residência episcopal de 1305 a 1553.
Foto: Pinterest
Catedral Imperial

Bamberg fica próxima à Rota Romântica, circuito turístico mais famoso da Alemanha. Com um pequeno desvio de rota é possível visitar a cidade em apenas um dia. 

Foto: Pinterest
Alte Hofhaltung – Residência Antiga da Corte

Como a cidade é pequena, em apenas um dia é possível conhecer tudo. São comuns visitas de bate e volta saindo de Munique (230 km), Frankfurt (211 km) ou de Nuremberg (60 km).

Foto: Pinterest
Neue Residenz – Residência Nova
Itália

Cinque Terre

Foto: Andrew Phelps

Localizada em um acidentado trecho de terra na Riviera Ligure – Vernazza, Monterosso, Riomagiore e os distritos de Corniglia e Manarola formam a região conhecida como Cinque Terre (ou Cinco Terras), a noroeste da Itália.

Declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1997, Cinque Terre ganhou, 2 anos depois, a criação do Parque Nacional de Cinque Terrre, com o objetivo de preservar os terraços e muros criados por seus primeiros colonos para cultivar a terra.

Foto: Kerouac88    

Não é possível transitar de carro, mas há uma linha férrea que leva às 5 vilas. Por seu relevo peculiar, a melhor maneira de desbravar esse charmoso lugar é a pé.É importante lembrar deste detalhe na hora de decidir onde ficará hospedado e na hora de fazer as malas, uma vez que você terá que carregar as malas pela cidade   🙂

Foto: erriche

Por falar em hospedagem, vale ressaltar que os preços dos hotéis locais podem ser bem salgados, dependendo da época do ano. Mas para quem não se importa com luxo, é possível se hospedar no Albergue local, ou em diversos Bed & Breakfast presentes nas vilas.

Foto: Christopher Schoenbohm        

Cinque Terre também se destaca na gastronomia, já que a região é famosa pelo delicioso molho pesto – resultado da mistura de manjericão, alho e sal, azeite de oliva e castanhas de caju.

Foto: Boccalupo

Já no que diz respeito ao vinho, essas vilas não negam as raízes italianas, e as uvas cultivadas no local são utilizadas na fabricação do raro e famoso vinho Sciachetrá (tinto e doce)A região também é produtora do vinho Cinque Terre (branco).

Com um pouquinho de planejamento é possível visitar as 5 vilas em apenas um dia. É preciso pegar o trem em La Spezia, onde é possível estacionar o carro, e de lá partir de trem para os cinco vilarejos, que podem ser percorridos a pé. Mas se deseja uma interação maior com o local, vale à pena reservar pelo menos dois dias.