Dinamarca

Ilhas Faroé (Ilhas Féroe)

Foto: @ilhan1077

Ilhas Faroé (também conhecidas como Ilhas Féroe) são uma região autônoma da Dinamarca e ficam localizadas no Atlântico Norte, entre a Escócia e a Islândia.

Foto: sidetrackedtravelblog.com

O arquipélago é formado por 18 ilhas, mas nem todas são habitadas. A capital, Tórshavn, está localizada na maior ilha – Streymoy- e possui uma população de 16.000 habitantes. Já a ilha de Streymoy possui aproximadamente 21.000 habitantes, representando 40% do total do arquipélago, que é de pouco mais de 50.000 habitantes.

A capital Tórshavn
Foto: Neurobit/Istock

Apesar de pertencerem à Dinamarca, a maioria de seus habitantes descende de escoceses e noruegueses. Em seu longo período de existência, que remonta ao ano de 600, já foram colonizadas e dominadas por diversas nações, como noruegueses, dinamarqueses, islandeses e ingleses. Em 1814 a região foi reconhecida como possessão dinamarquesa.

Vila de Tjørnuvík
Foto: Pinterest

Autônomas desde 1948, as Ilhas Faroé possuem um Alto Comissariado que representa a rainha da Dinamarca, um Parlamento unicameral e um primeiro-ministro. Possuem também uma língua própria, assim como moeda local, pareada com a coroa dinamarquesa.

Foto: Pinterest

Com recursos vegetais escassos, 96% a 98% de suas exportações deriva da pesca. Nas ilhas também é comum a criação de ovelhas, que dão nome ao arquipélago, já que Féroe, na língua local, significa “Ilha das ovelhas”. São tantas ovelhas que sua quantidade ultrapassa o número de habitantes (há quem diga que o número de ovelhas é o dobro do número de habitantes).

Festival Ólavsøka
Foto: torshavn.fo

No final de julho acontece o festival Ólavsøka, principal festival de verão e dedicado a homenagear São Olavo. A festa dura alguns dias e mistura comemorações culturais e desportivas, com apresentações de dança e música, além de competições de corrida de barcos e jogos de futebol.

Parlamento
Foto: Pinterest

No verão são também comuns as caças a baleias. Apesar de a atividade ir contra o direito dos animais e receber denúncias de muitas ONGs, os habitantes consideram-na uma importante parte da história e da cultura da ilha e, por ser uma prática muito antiga e comum na região, continua sendo realizada.

Igrejinha da vila de Saksun
Foto: internet

Até aproximadamente 5 anos atrás as ilhas costumavam receber apenas 20 mil turistas por ano mas, após o sucesso de suas lindas e intocadas paisagens em redes sociais como o Pinterest e o Instagram, este número subiu para mais de 110 mil. O crescimento do número de turistas foi tão grande e rápido que no ano de 2019 as ilhas interromperam o fluxo de turistas por um final de semana para realizar limpeza e manutenção dos atrativos turísticos.

Foto: mengfors/pixabay

Para passear entre as ilhas é possível alugar um carro ou comprar passeios de um dia. O transporte público na capital é grátis. Há também subsídio do governo para o uso de helicópteros, muito comuns na região, o que faz com que o preço da viagem seja muito mais barato do que o habitual, possibilitando apreciar esse maravilhoso cenário do alto.

Porto de Tórshavn
Foto: afar.com

Tórshavn

Um dos principais atrativos do local é passear pelas estreitas vias da capital, se perdendo entre casinhas coloridas que disputam a atenção com bucólicas paisagens. A cidade também é sede do Føroya Løgting, mais antigo Parlamento do mundo, com mais de mil anos de atividade.

Gasadalur
Foto: Pinterest

Cachoeira Mulafossur em Gasadalur

Localizada na ilha de Vágar, Gasadalur é um pequeno vilarejo que possui o provavelmente mais conhecido cartão postal das Ilhas Faroé, a Cachoeira Mulafossur. Não é de se estranhar a fama do local, já que, ao ver a foto, é difícil de acreditar que exista uma pequena vila, no alto de um penhasco, com uma cachoeira despencando no mar. Antigamente o local era bem remoto, já que para alcançá-lo era necessário percorrer mais de 4 quilômetros de trilhas. Hoje, há um túnel para facilitar o acesso, que pode ser feito de carro em aproximadamente 10 minutos, saindo do aeroporto.

Lago Leitisvatn
Foto: internet

Lago Leitisvatn ou Sorvagsvatn

Em formato de S, este lago está localizado entre 2 vilas e, dependendo de onde você estiver, seu nome muda. Para moradores da vila de Miovágur, o lago é conhecido como Leitisvatn. Já para os moradores da vila de Sorvagsvatn, este é conhecido como lago Sorvagsvatn. Independentemente do nome, o lago possui uma característica muito interessante, que é a de estar localizado no topo de penhascos e, dependendo do ângulo em que é observado, dá a sensação de estar muito acima dos 30 metros que o separam do mar. Este maravilhoso cenário também está localizado na ilha de Vágar, a mesma em que está localizado o aeroporto.

Vilarejo de Funningur
Foto: Istock

Vilarejo de Funningur

Localizado a 1 hora de carro da capital, esse é o mais antigo vilarejo das ilhas. Em seu entorno está a trilha Hvíthamar, muito popular entre os turistas por oferecer uma excelente vista do fiorde Funningsfjørður e das montanhas ao redor.

Vilarejo de Tjørnuvík
Foto: Pinterest

Vilarejo de Tjørnuvík

Localizada a 52 quilômetros da capital, esta pequena vila possui pouco mais de 50 habitantes e é possível chegar até lá de ônibus. um dos locais mais visitados do arquipélago, costuma receber surfistas durante o verão. Há uma trilha pública para caminhadas entre Tjørnuvík e Saksun. A caminhada leva três horas e pode ser feita o ano todo, sem nenhum custo.

Farol em Mykines
Foto: Istock

Mykines

Com apenas 20 habitantes, esse local é perfeito para quem gosta de apreciar paisagens intocadas e a vida selvagem. Entre penhascos, casinhas coloridas e um pequeno e fotogênico farol, há trilhas em que é possível apreciar a vista e observar mais de 20 espécies de aves marinhas que costumam aparecer por lá. O acesso pode ser feito por helicóptero ou balsa.

Vilarejo de Saksun
Foto: Agnees de Pelerinage

Vilarejo de Saksun

Outro famoso cartão postal das Ilhas Faroé é o vilarejo de Saksun. Lá, ao contrário das tradicionais casinhas coloridas, há construções bem mais rústicas e antigas a beira da lagoa. Complementando o cenário e contrastando com o verde e o azul, há uma pequena igreja, pintada de branco. A pequena vila de menos de 10 habitantes dica a 45 minutos de carro da capital e a estrada pode ser um pouco perigosa, já que passa por montanhas íngremes.

Aurora Boreal em Klaksvík
Foto: cntraveler.com

Aurora Boreal

As Ilhas Faroé são uma ótima opção para quem deseja ver a aurora boreal. O melhor período para visualização é de setembro a março ou abril. Alguns bons pontos são as aldeias de Gjógv, no extremo norte de Eysturoy, e Klaksvík, em Borðoy.

Foto: internet

Curiosidades:

  • Durante a II Guerra Mundial as Ilhas Faroé foram ocupadas pelas tropas britânicas enquanto a Dinamarca foi invadida pela Alemanha. A ocupação se deu de forma amigável e teve como objetivo evitar que os nazistas possuíssem uma base militar no Atlântico Norte. Em 1945 os ingleses partiram deixando para trás 170 soldados que se casaram no arquipélago.
  • O aeroporto de Vágar foi construído pelos ingleses durante a ocupação.
  • Hoje em dia há um déficit de gênero nas ilhas. São aproximadamente 2 mil mulheres a menos do que os homens. Por esse motivo, muitos moradores do arquipélago buscam esposas em outros países.
  • Em 1946 houve um referendo que aprovou a independência das Ilhas Faroé. Porém, 2 dias depois, ela foi anulada pela Dinamarca.
  • Nenhum ponto das ilhas está a mais de 5 quilômetros do mar.
  • Apesar de estar localizada no extremo norte do globo, na capital não se registram temperaturas médias negativas. A média costuma variar entre 0,3º C em janeiro e 11,1º C em agosto.
  • As casas costumam ter grama nos telhados. Dizem que ajuda a manter a temperatura agradável durante o inverno, fresca durante o verão, além de absorver a água da chuva, muito comum durante todo o ano. Para aparar a grama são colocadas ovelhas sobre o telhado.
  • Além dos telhados, a grama também está presente em todas as ilhas. As árvores são itens raros por lá.
Foto: internet

Como chegar?

De avião: A melhor maneira de chegar ao arquipélago é de avião. A única companhia aérea que possui vôos é a Atlantic Airways e o único aeroporto da região fica na ilha de Válgar.

De navio: Após as ilhas se tornarem um famoso destino na internet, é possível chegar até lá em cruzeiros oferecidos por algumas empresas.

Foto: Tom Glancz
Hvíthamar
Foto: divulgação

Das 18 ilhas apenas 1 não possui habitantes. Cada uma possui suas belezas e particularidades. Para mais informações a respeito de atrativos não mencionados acima, acesse os links abaixo.

Fontes:

Wikipédia

Viajali

Álbum de viagens

ZAP

Cntraveler

annees-de-pelerinage.com

Costa Cruzeiros

Suíça

Brienz

Foto: Pinterest

Brienz é uma cidadezinha (comuna) localizada no estado (cantão) de Berna, na Suíça. Com apenas 48 quilômetros quadrados e pouco mais de 3 mil habitantes, é um destino turístico ainda pouco conhecido. Fica bem próxima à cidade de Interlaken – a mais famosa cidade dos alpes suíços. Brienz fica em uma extremidade do lago Brienz, enquanto Interlaken fica na outra extremidade.

Foto: Glenn Van Der Knijff /Lonely Planet

Apesar de ainda não ter sido descoberta pela maioria dos turistas, sua beleza não passa despercebida, sendo o local bastante procurando para a realização de casamentos. Além de charmosas casinhas que parecem saídas de um conto de fadas, a cor azul turquesa do lago Brienz é de tirar o fôlego.

Com quase 30 quilômetros quadrados e profundidade máxima de 260 metros, o lago Brienz é alimentado, entre outros, por neve e gelo provenientes dos alpes próximos. A deposição de gelo glacial no fundo do lago torna impraticável a prática de esportes como mergulho e natação, já que a temperatura da água não é nada convidativa. No entanto, esse mesmo fenômeno modifica sua cor ao longo do dia e do ano, presenteando assim nossos olhos com cores que variam entre água cristalina, azul turquesa e verde esmeralda.

Foto: David Birri/myswitzeland.com
Cachoeira de Giessbach com Grand Hotel Giessbach e lago Brienz ao fundo

Giessbach

Outro lindo local que também parece ter saído de um conto de fadas é a cachoeira de Giessbach, que fica em frente ao Grand Hotel Giessbach. O hotel foi construído entre 1873 e 1874 e, durante muito tempo, foi frequentado pela alta sociedade mundial, como imperadores, reis, estadistas, diplomatas e artistas.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

A cachoeira Giessbach possui 500 metros de altura e suas águas alimentam o lago Brienz. Para chegar até lá é possível ir de carro ou contratar um passeio de barco, em que é preciso desembarcar na estação Giessbach e de lá subir até a cachoeira. A subida pode ser feita por trilha ou pelo funicular ( a subida dura 4 minutos e custa 8 francos para ir e 8 francos para voltar).

Foto: adventure-hostel.com
Brunngasse

Brunngasse

A parte mais romântica de Brienz é, provavelmente, a Brunngasse, que já foi premiada com o título de “rua mais bonita da Europa”. De fama internacional, a maioria de suas casas data do século XVIII e é decorada com esculturas em madeira e muitas, mas MUITAS flores.

Foto: Roger Coll
Detalhe da Brunngasse
Foto: adventure-hostel.com
Brienzer Rothorn

Brienzer Rothorn

É uma montanha da região, de onde é possível ter uma vista espetacular. Mas não só pela vista vale a pena fazer esse passeio. Tanto a paisagem durante todo o percurso de trem, quanto o próprio trem a vapor em si, já valem a visita. A montanha possui 2.300 metros de altitude e de lá de cima é possível avistar cerca de 693 picos.

Do alto, a vista dos Alpes Berneses, do Lago Brienz e da região de Grimsel é fascinante, assim como de Pilatos e Hogant. Os restaurantes no cume e a hospedaria de montanha Rothorn Kulm, com quartos recém-reformados, garantem uma estadia memorável, com amanhecer e pôr-do-sol espetaculares.

Foto: Monique BIanchi / Blog Me Joguei no Mundo
Vista do restaurante no topo da montanha
Foto: swissvistas.com
Casas em Ballenberg

Ballenberg

O que em 1978 começou com 16 edifícios tipicamente suíços é, hoje em dia, uma ampla exibição com cerca de 100 edifícios habitacionais e comerciais provenientes de toda a Suíça, numa área de 66 hectares: o Museu ao Ar Livre de Ballenberg. Desde a década de 1970, casas antigas, estábulos, padarias e celeiros já não são mais demolidos quando substituídos por prédios modernos. Em vez disso, os edifícios são desmontados, pedra por pedra, e reconstruídos por lá. São casas históricas, com suas cozinhas, quartos e salas de estar originais, que ilustram a vida cotidiana rural da Suíça.

Foto: Clarissa Donda/Dondeando por aí
Quarto de família rica em Ballenberg

O museu funciona entre abril e outubro e, além das casas, o cenário ganha vida graças ao cultivo original e autêntico de plantas úteis, às mais de 250 espécies de gado da região e ao trabalho dos artesãos e agricultores com suas ferramentas tradicionais. As exibições temáticas e os eventos especiais complementam a oferta em termos de cultura e de tradições. Além disso, o museu é interativo, permitindo ao turista entrar e transitar pelas construções.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

Curiosidades

  • O estacionamento da cachoeira de Giessbach é pago e custa 5 francos suíços. Ao separar o dinheiro para o estacionamento, certifique-se de possuir moeda de 5 francos, pois as máquinas não aceitam outros valores.
  • O funicular de madeira que vai até a cachoeira de Giessbach é considerado o mais antigo funicular de uso exclusivamente turístico da Europa. Ele se encontra em funcionamento desde 1879.
  • Brienz, que também é conhecida como a “vila das esculturas”, tem uma longa tradição em processamento de madeira e, até hoje, abriga uma escola para escultura e fabricação de violinos.
  • Na Brunngasse, a maioria das casas tem em sua fachada o registro da data em que foram construídas e, quando é o caso, a data da reforma.
  • O trem a vapor que vai à Brienzer Rothorn está em funcionamento desde 1892, demora cerca de 1 hora até o cume, e quem possui o Swiss Travel Pass tem 50% de desconto. Funciona entre junho e outubro e sai de hora em hora. A viagem é gratuita no trem a vapor no dia do aniversário do passageiro.
  • A entrada no museu Ballenberg está incluída no Swiss Travel Pass.
Foto: Pinterest
Cachoeira de Giessbach com lago Brienz ao fundo

Como chegar?

De carro:

  • Saindo de Berna, são 77 quilômetros e a viagem dura em média 1 hora.
  • Saindo de Zurique, são 103 quilômetros e a viagem dura quase 1 hora e meia.
  • Já a partir de Interlaken, são apenas 17 quilômetros.

De trem:

  • Saindo de Berna, a duração da viagem é de 1 hora e 20 minutos, com parada em Interlaken.
  • Saindo de Zurique, a duração é de aproximadamente 2 horas e meia, com parada em Lucerna.

Avião:

  • O aeroporto mais próximo está na cidade de Interlaken.
Foto: Pinterest

Para mais informações

myswitzerland.com

Blog Me joguei no mundo – Cachoeira Giessbach

Blog Me joguei no mundo – Brienzer Rothorn

Blog Dondeando por aí – Ballenberg (post muito completo, vale a pena!)

Blog Viajento (informações sobre o Swiss Travel Pass)

França

Menton

Foto: Pinterest

Com pouco mais de 14 quilômetros quadrados e menos de 30 mil habitantes, Menton é uma pequena cidade localizada no departamento dos Alpes Marítimos, na região de Provence-Alpes-Côte D’Azur.

A cidade foi fundada pelos ligures (povo do norte da Itália), que também fundaram Mônaco e outras regiões próximas. Pertenceu à Mônaco entre 1346 e 1848, depois à Sardenha (Itália) e, após um referendo, se tornou parte da França em 1860.

Foto: Pinterest

Conhecida como “a Pérola da França”, Menton passa muitas vezes despercebida por ser muito mais pacata do que as vizinhas Mônaco, Cannes e Nice, sem falar das vizinhas da Riviera Italiana (é a última cidade na fronteira com a Itália).

Com um microclima que consegue ser ainda melhor do que o clima do Mediterrâneo, a cidade é considerada um dos locais mais ensolarados da França, com 316 dias de sol por ano. Esse calor agradável não só atrai turistas, como favorece o cultivo de frutas e flores. Em suas ruas é possível ver várias árvores tropicais, como palmeiras, bananeiras e limoeiros. O clima médio é de 11 graus no inverno e 25 graus no verão.

Foto: Pinterest

O principal produto cultivado em Menton é o limão e, graças ao clima, é produzido o ano inteiro, tornando-se portanto, um de seus símbolos, já que se trata da única região de França em que são produzidos. No mês de fevereiro acontece a Fête du Citron (Festa do Limão), mais de 15 dias de festa em que a cidade recebe mais de 200 mil visitantes. Para mais informações sobre a festa clique aqui.

Foto: francetoday.com
Festa do Limão
Foto: fete-du-citron.com

Por toda a cidade, os jardins notáveis ​​e os edifícios Belle Epoque nos lembram que Menton, um paraíso mediterrâneo, também era um popular resort à beira-mar para os ricos turistas do norte e do leste da Europa. Dizem que ao conhecer a Riviera Francesa, a rainha Vitória escolheu Menton para se hospedar, tornando o local bastante conhecido pela nobreza de então.

Foto: Pinterest

A cidade é um bom destino para ser visitado em 1 dia. Além da praia, é possível passear pelas ruas coloridas da cidade velha, encontrar villas Belle Epoque pelo meio do caminho, passar pelos diversos jardins, visitar o porto, ou sentar-se em um dos inúmeros restaurantes para apreciar a vista ou a rotina local.

Foto: vacansoleil.nl

Curiosidade:

A cidade está intimamente relacionada a Jean Cocteau, um poeta, romancista, cineasta, designer, dramaturgo e ator francês que era apaixonado por Menton e passou longas temporadas por lá. Além de um museu em sua homenagem, a cidade possui inúmeras obras e locais que fazem referência ao artista.

Frases famosas de Jean Cocteau:

  • “Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.”
  • “Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia, mas uma meia mentira não será nunca uma meia verdade.”
  • “Se eu prefiro os gatos aos cães, é porque não existem gatos policiais.”
Foto: @the_essencialist_

Como chegar?

A cidade de Menton é a última parada de trem na glamourosa Côte d’Azur antes de você chegar à Itália, fica a cerca de 30 km de Nice, onde há o aeroporto mais próximo.

De trem: o transporte de trem entre Nice e Menton dura entre 28 e 40 minutos e há vários trens por dia.

De carro: é possível alugar um carro em Nice e seguir pela via A8 até a saída 59 para Menton. A viagem dura em média 40 minutos.

Barco: há o Porto Municipal, que fica ao lado do centro, e o Porto Garavan (maior), a menos de 1 km de distância.

Foto: thewanderinglens.com

França

Colmar

Foto: Viator

Localizada no nordeste da França, Colmar fica na Alsácia, que junto com a Lorena formam uma região extremamente disputada pela Alemanha e pela França. Inicialmente pertencente ao Sacro Império Romano-Germânico, foi tomada por Luís XIV da França depois da Paz de Vestfália (em 1648), mas devolvida pela França à Alemanha recém-unificada, conforme o Tratado de Frankfurt (1871), que encerrou a Guerra Franco-Prussiana. Após a Primeira Guerra Mundial, foi retomada pela França, nos termos do Tratado de Versalhes (1919). Já na Segunda Guerra Mundial, foi anexada pelo Terceiro Reich alemão em 1940, mas retomada pelas França após o fim do conflito (1945).

Foto: iStock

Com pouco mais de 70.000 habitantes, Colmar mais parece uma vila saída de um conto de fadas, não é a toa que serviu de inspiração para o filme A Bela e a Fera. Andando pelo centro histórico é possível apreciar tanto a influência francesa quanto a alemã. Além das casas em estilo enxaimel, que já são um charme por si só, muitas construções são pintadas de diversas cores, e por todos os lados há enfeites de flores.

Foto: Jan Wlodarczyk

Por ser cortada por canais, a cidade possui o apelido de Pequena Veneza (Petit Venise), o que torna o cenário ainda mais encantador com pequenas pontes e passeios de barco disponíveis.

Foto: TripAdvisor

Como tudo que é bom ainda pode melhorar, Colmar faz parte da Rota do Vinho da Alsácia. Estabelecida em 1953, essa rota é uma das mais antigas da França, começando em Marlhenheim, que fica ao norte de Estraburgo, até a cidade de Than. São aproximadamente 170 km em que é possível visitar 70 cidades produtoras de vinho, cada uma com seu charme. No verão é muito comum ver turistas percorrendo parte da Rota de bicicleta. A parte mais famosa do caminho é de Estrasburgo à Colmar, passando pelas cidades de Riquewihr, Ribeauvillé, Obernai, Dambach-la-Ville, Neuf Breisach, Vieux Breisach, Kayserberg, Bergheim, Éguisheim e Barrm.

A cidade possui alguns museus, igrejas e prédios históricos, mas o maior charme é se perder pelas ruas encantadoras.

Foto: dani.tur.br

Curiosidades:

  • Dizem que as casas coloridas de Colmar eram pintadas de acordo com a profissão do morador.
  • Muitos pontos de comércio possuem placas divertidas que indicam qual é a atividade realizada no local, como restaurantes, açougue, etc.
  • Na entrada da cidade há uma réplica da Estátua da Liberdade em homenagem a Frédéric Auguste Bartholdi, um artista local que foi quem a criou.
  • O mercado de natal de Colmar está entre os melhores mercados de natal da Europa.
Foto: AP
Mercado de Natal de Colmar

Colmar e Estrasburgo são as principais cidades para servirem de base na região, mas como é uma cidade relativamente pequena, Colmar pode ser visitada em uma visita de bate e volta tanto saindo da França quanto da Suíça.

Como chegar?

A maior parte dos viajantes chega a Colmar vindo de Estrasburgo, que é a capital da Alsácia. Logo, para quem tem interesse de chegar de trem, ônibus ou avião provavelmente passará por lá.

De carro:

  • Saindo de Estrasburgo (65 km)
  • Paris a Estrasburgo (500 km)
  • Saindo de Lucerna (162 km) ou Zurique (148 km) – Suíça – aproximadamente 2h
  • Saindo de Basileia – Suíça (65 km) – aproximadamente 1h

De ônibus:

  • Paris a Estrasburgo (em média 6:30 h)
  • Estrasburgo a Colmar (1h)
  • Basileia (Suíça) a Colmar (1:30 h) – Flixbus

De trem:

  • Estrasburgo a Colmar (30 minutos). A estação fica a 15 minutos de caminhada do centro.
  • De Paris a Estrasburgo há trens de alta velocidade, que gastam em média 1:30, e os trens mais lentos que gastam até 6:30.
  • Basileia a Colmar (45 minutos) – SNCF

Bélgica

La Roche-en-Ardenne (Luxemburgo)

Foto: Wipolo.com

La Roche-en-Ardenne é um pequeno município da região da Valonia (Wallonia), província de Luxemburgo, na Bélgica. A pequena cidade possui pouco mais de 4.000 habitantes e tem como principal ponto turístico as ruínas de um castelo feudal, o Château Féodal de La Roche-en-Ardenne.

Foto: TripAdvisor

Cercada por florestas, vales e campos agrícolas, La Roche, como é conhecida, é um local perfeito tanto para quem busca descansar quanto para quem busca aventura. Caminhar por trilhas, canoagem e montain bike são algumas das atividades mais procuradas na região.

Foto: Guy Peeters

A pequena cidade recebe muitos turistas e possui alguns eventos que ocorrem ao longo do ano. Nos meses de julho e agosto é possível assistir ao show de som e luzes ao pé do castelo. O show acontece todos os dias às 10 da noite e conta a história de Berthe, cujo pai era o lorde no século X. Esperando encontrar para ela um bom marido, o pai organizou um torneio em que o homem que ela amava foi morto. Inconsolável por ter que se casar com o vencedor, Berthe foi encontrada morta na manhã seguinte ao casamento e acredita-se que seu espírito vaga pelo castelo até hoje.

Fogos no Catelo
Foto: la-roche-en-ardenne.be

Em Agosto há o Final de Semana Medieval no castelo, evento em que artesãos, cavaleiros, trovadores e damas irão levar os turistas de volta no tempo.

Foto: la-roche-en-ardenne.be

Já em Setembro, há o Festival da Sopa. Basta comprar uma tigela para, durante 2 dias, poder provar qualquer uma das sopas oferecidas.

Foto: Pinterest

Para os amantes da gastronomia, há muitas opções para provar. Além do Festival da Sopa, são famosos os biscoitos de Monsieur Danloy, a cerveja (The Féodale Blond) e o conhaque (The Purnalet) locais. Também famoso é o presunto da região de Ardenne, possuindo inclusive indicação geográfica protegida.

Foto: trover.com

Como chegar?

  • Para quem vai de carro, saindo de Bruxelas, pegar a N4 (entre 1:30 e 2:00 horas de viagem).
  • Para quem sai de Liège, pegar a E25 (52 minutos).

Estações de trens mais próximas:

  • Melreux train station (19km)
  • Marloie train station (25km)

Aeroportos mais próximos:

  • Liège Airport (80 km)
  • Brussels Airport (129 km)
  • Brussels South Charleroi Airport (102 km)

Foto: ww2 nation
França

Vila de Maria Antonieta (Versalhes)

Maison de la Reine
Foto: Daderot

Conhecida como Hameau de la Reine, ou ainda Marie Antoinette’s Village, o local foi uma das residências de Maria Antonieta durante seu reinado.

Nascida na Áustria com o nome Maria Antônia, aos 14 anos casou-se com o então delfim da França, Luís XVI, quando passou a se chamar Maria Antonieta (Marie Antoinette em francês). Em 1775 ganhou de seu marido o palácio Petit Trianon – nos arredores do Palácio de Versalhes, onde passou a morar no fim de 1778.

Casa do Moinho
Foto: Lev Mazniker

Entre 1782 e 1783, cansada das confusões e das intrigas da corte, tanto no Palácio de Versalhes como no Petit Trianon, pediu ao arquiteto Richard Mique e ao pintor da corte Hubert Robert que criassem uma vila que lembrasse sua infância na Áustria. A vila foi construída nos jardins do Palácio de Versalhes, perto do Petit Trianon, e ficou conhecida como Hameau de la Reine.

Casa do Moinho
Foto: Bora Gurel

A ideia foi inspirada pelo Hameau de Chantilly, uma vila criada nos arredores do Castelo de Chantilly alguns anos antes (1775). Um de seus maiores objetivos foi dar um ar rural aos arredores do Petit Trianon, e fingir que este se encontrava no campo, e não nos jardins do Palácio de Versalhes.

Maison de la Reine
Foto: Mark Hanrahan

A vila foi construída para que a rainha pudesse levar uma vida tranquila e longe da realidade. Ali foram erguidas 12 cabanas, 5 reservadas para a rainha e as outras 7 para as atividades da fazenda. A maior cabana – Maison de la Reine – era a casa da rainha, e possuía uma ligação para sua sala de jogos.

Maison de la Reine
Foto: Moonik

A casa da rainha e o salão de jogos ficam localizados no centro da aldeia. Dali a rainha podia facilmente controlar o trabalho de todos dentro da vila.

Foto: southernbets

A vila era totalmente fechada por cercas e muros, apenas pessoas íntimas da rainha eram autorizadas a entrar. Ali ela levava uma vida de camponesa, ordenhando vacas e ovelhas que eram cuidadosamente mantidas e limpas por seus servos.

Maison de la Reine
Foto: Boraam Lee

Além das casas foram construídos lagos, hortas e pomares. A vida ali não era nada ruim, já que oferecia à rainha muitas coisas boas que uma fazenda pode oferecer, porém sem as sujeiras e incertezas da vida no campo àquela época.

Apesar de sua aparência idílica, a aldeia era uma fazenda real, totalmente gerenciada por um agricultor nomeado pela rainha. Possuía vinhas, campos, pomares e hortas que produzem frutas e hortaliças consumidas na mesa real.

Pombal
Foto: Starus

A fazenda produzia leite e ovos para a rainha, possuía ainda um laticínio, um pombal, uma pequena vinícola, celeiro, moinho, e até uma torre em formato de farol. Cada edifício era decorado com uma horta, um jardim ou então flores. 

Réchauffoir
Foto: Starus

A sala de aquecimento ficava nos fundos da casa da rainha. Ali ficavam uma cozinha, uma padaria, uma lareira e a despensa. As comidas que a rainha servia eram preparadas nessa casa.

Foto: Jeff Cooney

Na fábrica de laticínios (ao lado do “farol”) eram produzidos queijos e cremes. Era ali também que o leite era desnatado e a manteiga feita. Já o “farol” servia como depósito.

Torre em formato de farol e fábrica de laticínios
Foto: Arnaud 25
Sala onde a rainha provava os laticínios produzidos na fazenda – toda coberta de mármore.
Foto: Starus

Apesar de levar uma vida simples, ordenhando vacas e usando roupas de camponesas, no que diz respeito ao interior das construções, não havia nada de simples. O interior das casas, assim como os utensílios do dia a dia utilizados por ela eram super confortáveis e cheios de luxo, como ela e suas amas eram acostumadas.

Sala de estar
Quarto da rainha


A rainha possuía um edifício só para se trocar, o Boudoir.

Boudoir
Foto: Starus
Casa do caseiro
Foto: Starus

Abandonado na época da Revolução Francesa, o local ficou esquecido até a década de 1990, quando foi renovado e aberto ao público. O acesso ao interior da casa só é possível por meio de tour guiado (para mais informações clique aqui).

Foto: chateauversailles.fr

Para quem estiver cansado ou apenas com pouco tempo, há um trenzinho que roda dentro da propriedade, facilitando a vida de quem quer visitar não só o Palácio de Versalhes, mas também o Petit Trianon e a Hameau de la Reine. Também podem ser alugados carrinhos de golfe.

Itália

Cinque Terre

Foto: Andrew Phelps

Localizada em um acidentado trecho de terra na Riviera Ligure – Vernazza, Monterosso, Riomagiore e os distritos de Corniglia e Manarola formam a região conhecida como Cinque Terre (ou Cinco Terras), a noroeste da Itália.

Declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1997, Cinque Terre ganhou, 2 anos depois, a criação do Parque Nacional de Cinque Terrre, com o objetivo de preservar os terraços e muros criados por seus primeiros colonos para cultivar a terra.

Foto: Kerouac88    

Não é possível transitar de carro, mas há uma linha férrea que leva às 5 vilas. Por seu relevo peculiar, a melhor maneira de desbravar esse charmoso lugar é a pé.É importante lembrar deste detalhe na hora de decidir onde ficará hospedado e na hora de fazer as malas, uma vez que você terá que carregar as malas pela cidade   🙂

Foto: erriche

Por falar em hospedagem, vale ressaltar que os preços dos hotéis locais podem ser bem salgados, dependendo da época do ano. Mas para quem não se importa com luxo, é possível se hospedar no Albergue local, ou em diversos Bed & Breakfast presentes nas vilas.

Foto: Christopher Schoenbohm        

Cinque Terre também se destaca na gastronomia, já que a região é famosa pelo delicioso molho pesto – resultado da mistura de manjericão, alho e sal, azeite de oliva e castanhas de caju.

Foto: Boccalupo

Já no que diz respeito ao vinho, essas vilas não negam as raízes italianas, e as uvas cultivadas no local são utilizadas na fabricação do raro e famoso vinho Sciachetrá (tinto e doce)A região também é produtora do vinho Cinque Terre (branco).

Com um pouquinho de planejamento é possível visitar as 5 vilas em apenas um dia. É preciso pegar o trem em La Spezia, onde é possível estacionar o carro, e de lá partir de trem para os cinco vilarejos, que podem ser percorridos a pé. Mas se deseja uma interação maior com o local, vale à pena reservar pelo menos dois dias.