Grécia

Paros

Foto: @alisonrichard

Famosa na Antiguidade Clássica pelo mármore que exportava, Paros é uma ilha grega localizada no Mar Egeu. Seu mármore era tão famoso que a famosa Vênus de Milo, hoje exposta no Museu do Louvre, foi esculpida nele.

Naoussa
Foto: Pinterest

Com 196 quilômetros quadrados e aproximadamente 13 mil habitantes, é uma das maiores ilhas da Grécia. Com todo o charme das irmãs mais famosas – porém muito mais calma – é uma ótima opção de hospedagem para quem quer fugir das badaladas Santorini e Mykonos. Há quem diga que Paros é como Mykonos há 20 anos, sem a multidão de turistas e sem os preços inflacionados.

Lefkes
Foto: Postcardsbyhanna.com

Com casinhas brancas, igrejas com cúpulas azuis e MUITAS flores que se espalham por entre suas vielas, a ilha possui também como atrativo muitas praias com águas cristalinas e várias opções para a prática de esportes.

Parikia
Foto: thewanderbug.com

Parikia

Também conhecida como Paros Town, é a capital da ilha e sua principal vila. Lá você poderá encontrar muitos cafés, restaurantes e lojas de souvenir.

Porto de Naoussa
Foto: travel-monkey.com

Naoussa

Trata-se de uma tradicional e pitoresca ilha de pescadores com muitas praias de águas cristalinas. É o local preferido por muitos para se hospedar, pois não possui a agitação diurna de Parikia, mas a noite é bem agitada, o que torna a vila em um dos locais mais caros da ilha. Não deixe de experimentar a culinária local, a base de frutos do mar.

Lefkes

Antiga capital de Paros, fica na parte mais alta e montanhosa da ilha. Casinhas brancas com portas e janelas azuis te aguardam por lá. por se tratar de uma vila mais distante ( 10 quilômetros de Parikia), as lojas de lembrancinhas costumam ser mais baratas do que na capital. É também uma boa opção para provar a tradicional comida grega.

Marpissa
Foto: @delafuentecam

Marpissa

Nessa vila as casinhas continuam brancas, mas as portas e janelas ganham outros tons de azul, assim como verdes e rosas, dando ainda mais charme ao local. Por lá você também encontrará moinhos gregos.

Paros Park
Foto: Arne Thielenhaus

Paros Park

É um parque de 80 hectares em que é possível caminhar por 3 diferentes trilhas demarcadas. Todo o percurso pode ser feito em 2 horas e após a caminha é possível se refrescar em alguma das praias próximas.

Panayia Ekatontapyliany
Foto: voyagetips.com

Panayia Ekatontapyliany (ou Igreja das 100 portas)

É o monumento mais famoso da época bizantina (século IV) na ilha, e também de grande importância para a Grécia. A igreja foi construída por Helena, mãe do imperador romano Constantino, e a entrada é grátis.

Golden Beach
Foto: packingmysuitcase.com

Praia de Chrissi Akti (ou Golden Beach)

Localizada a 22 quilômetros ao sul de Parikia, é uma das mais famosas praias de Paros. É conhecida como Golden Beach pela tonalidade dourada apresentada por sua areia, quando reflete a luz do sol. Considerada uma das mais bonitas praias da ilha, todo mês de Agosto recebe o Campeonato Mundial de Windsurf.

Naoussa
Foto: travel-monkey.com

Curiosidades:

  • A melhor época para visitar a ilha é entre os meses de Maio e Outubro. Nos outros meses pode ser que muitas lojas estejam fechadas.
  • O conjunto de ilhas onde Paros se encontra é conhecido como Ilhas Cíclades.
  • Entre os meses de Julho e Setembro pode ventar bastante, o que pode baixar a temperatura e pegar turistas desprevenidos.
  • Algumas vilas costumam ser um pouco distantes e, para quem não tem a intenção de alugar carro, há a possibilidade de se locomover por meio de ônibus.
  • A ilha de Antiparos fica de frente para a ilha de Paros. Vale a pena a visita, já que o tempo de balsa é de apenas 30 minutos.
Porto de Naoussa
Foto: olympicholidays.com

Como chegar?

De balsa: é a opção mais utilizada e pode ter como ponto de partida Atenas ou alguma das ilhas vizinhas.

Avião: o aeroporto fica a 11 quilômetros de Parikia e, para chegar até lá há opções de transportes saindo da capital. O transporte de passageiros que chegam à ilha também é feito até Parikia e, de lá os turistas se encaminham para as outras vilas.

Para mais informações a respeito de transporte:

Lefkes
Foto: roamandthrive.com
Água cristalina da praia de Boudari
Foto: packingmysuitcase.com
Praia em Naoussa
Foto: stayclosetravelfar.com
Suíça

Brienz

Foto: Pinterest

Brienz é uma cidadezinha (comuna) localizada no estado (cantão) de Berna, na Suíça. Com apenas 48 quilômetros quadrados e pouco mais de 3 mil habitantes, é um destino turístico ainda pouco conhecido. Fica bem próxima à cidade de Interlaken – a mais famosa cidade dos alpes suíços. Brienz fica em uma extremidade do lago Brienz, enquanto Interlaken fica na outra extremidade.

Foto: Glenn Van Der Knijff /Lonely Planet

Apesar de ainda não ter sido descoberta pela maioria dos turistas, sua beleza não passa despercebida, sendo o local bastante procurando para a realização de casamentos. Além de charmosas casinhas que parecem saídas de um conto de fadas, a cor azul turquesa do lago Brienz é de tirar o fôlego.

Com quase 30 quilômetros quadrados e profundidade máxima de 260 metros, o lago Brienz é alimentado, entre outros, por neve e gelo provenientes dos alpes próximos. A deposição de gelo glacial no fundo do lago torna impraticável a prática de esportes como mergulho e natação, já que a temperatura da água não é nada convidativa. No entanto, esse mesmo fenômeno modifica sua cor ao longo do dia e do ano, presenteando assim nossos olhos com cores que variam entre água cristalina, azul turquesa e verde esmeralda.

Foto: David Birri/myswitzeland.com
Cachoeira de Giessbach com Grand Hotel Giessbach e lago Brienz ao fundo

Giessbach

Outro lindo local que também parece ter saído de um conto de fadas é a cachoeira de Giessbach, que fica em frente ao Grand Hotel Giessbach. O hotel foi construído entre 1873 e 1874 e, durante muito tempo, foi frequentado pela alta sociedade mundial, como imperadores, reis, estadistas, diplomatas e artistas.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

A cachoeira Giessbach possui 500 metros de altura e suas águas alimentam o lago Brienz. Para chegar até lá é possível ir de carro ou contratar um passeio de barco, em que é preciso desembarcar na estação Giessbach e de lá subir até a cachoeira. A subida pode ser feita por trilha ou pelo funicular ( a subida dura 4 minutos e custa 8 francos para ir e 8 francos para voltar).

Foto: adventure-hostel.com
Brunngasse

Brunngasse

A parte mais romântica de Brienz é, provavelmente, a Brunngasse, que já foi premiada com o título de “rua mais bonita da Europa”. De fama internacional, a maioria de suas casas data do século XVIII e é decorada com esculturas em madeira e muitas, mas MUITAS flores.

Foto: Roger Coll
Detalhe da Brunngasse
Foto: adventure-hostel.com
Brienzer Rothorn

Brienzer Rothorn

É uma montanha da região, de onde é possível ter uma vista espetacular. Mas não só pela vista vale a pena fazer esse passeio. Tanto a paisagem durante todo o percurso de trem, quanto o próprio trem a vapor em si, já valem a visita. A montanha possui 2.300 metros de altitude e de lá de cima é possível avistar cerca de 693 picos.

Do alto, a vista dos Alpes Berneses, do Lago Brienz e da região de Grimsel é fascinante, assim como de Pilatos e Hogant. Os restaurantes no cume e a hospedaria de montanha Rothorn Kulm, com quartos recém-reformados, garantem uma estadia memorável, com amanhecer e pôr-do-sol espetaculares.

Foto: Monique BIanchi / Blog Me Joguei no Mundo
Vista do restaurante no topo da montanha
Foto: swissvistas.com
Casas em Ballenberg

Ballenberg

O que em 1978 começou com 16 edifícios tipicamente suíços é, hoje em dia, uma ampla exibição com cerca de 100 edifícios habitacionais e comerciais provenientes de toda a Suíça, numa área de 66 hectares: o Museu ao Ar Livre de Ballenberg. Desde a década de 1970, casas antigas, estábulos, padarias e celeiros já não são mais demolidos quando substituídos por prédios modernos. Em vez disso, os edifícios são desmontados, pedra por pedra, e reconstruídos por lá. São casas históricas, com suas cozinhas, quartos e salas de estar originais, que ilustram a vida cotidiana rural da Suíça.

Foto: Clarissa Donda/Dondeando por aí
Quarto de família rica em Ballenberg

O museu funciona entre abril e outubro e, além das casas, o cenário ganha vida graças ao cultivo original e autêntico de plantas úteis, às mais de 250 espécies de gado da região e ao trabalho dos artesãos e agricultores com suas ferramentas tradicionais. As exibições temáticas e os eventos especiais complementam a oferta em termos de cultura e de tradições. Além disso, o museu é interativo, permitindo ao turista entrar e transitar pelas construções.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

Curiosidades

  • O estacionamento da cachoeira de Giessbach é pago e custa 5 francos suíços. Ao separar o dinheiro para o estacionamento, certifique-se de possuir moeda de 5 francos, pois as máquinas não aceitam outros valores.
  • O funicular de madeira que vai até a cachoeira de Giessbach é considerado o mais antigo funicular de uso exclusivamente turístico da Europa. Ele se encontra em funcionamento desde 1879.
  • Brienz, que também é conhecida como a “vila das esculturas”, tem uma longa tradição em processamento de madeira e, até hoje, abriga uma escola para escultura e fabricação de violinos.
  • Na Brunngasse, a maioria das casas tem em sua fachada o registro da data em que foram construídas e, quando é o caso, a data da reforma.
  • O trem a vapor que vai à Brienzer Rothorn está em funcionamento desde 1892, demora cerca de 1 hora até o cume, e quem possui o Swiss Travel Pass tem 50% de desconto. Funciona entre junho e outubro e sai de hora em hora. A viagem é gratuita no trem a vapor no dia do aniversário do passageiro.
  • A entrada no museu Ballenberg está incluída no Swiss Travel Pass.
Foto: Pinterest
Cachoeira de Giessbach com lago Brienz ao fundo

Como chegar?

De carro:

  • Saindo de Berna, são 77 quilômetros e a viagem dura em média 1 hora.
  • Saindo de Zurique, são 103 quilômetros e a viagem dura quase 1 hora e meia.
  • Já a partir de Interlaken, são apenas 17 quilômetros.

De trem:

  • Saindo de Berna, a duração da viagem é de 1 hora e 20 minutos, com parada em Interlaken.
  • Saindo de Zurique, a duração é de aproximadamente 2 horas e meia, com parada em Lucerna.

Avião:

  • O aeroporto mais próximo está na cidade de Interlaken.
Foto: Pinterest

Para mais informações

myswitzerland.com

Blog Me joguei no mundo – Cachoeira Giessbach

Blog Me joguei no mundo – Brienzer Rothorn

Blog Dondeando por aí – Ballenberg (post muito completo, vale a pena!)

Blog Viajento (informações sobre o Swiss Travel Pass)

França

Menton

Foto: Pinterest

Com pouco mais de 14 quilômetros quadrados e menos de 30 mil habitantes, Menton é uma pequena cidade localizada no departamento dos Alpes Marítimos, na região de Provence-Alpes-Côte D’Azur.

A cidade foi fundada pelos ligures (povo do norte da Itália), que também fundaram Mônaco e outras regiões próximas. Pertenceu à Mônaco entre 1346 e 1848, depois à Sardenha (Itália) e, após um referendo, se tornou parte da França em 1860.

Foto: Pinterest

Conhecida como “a Pérola da França”, Menton passa muitas vezes despercebida por ser muito mais pacata do que as vizinhas Mônaco, Cannes e Nice, sem falar das vizinhas da Riviera Italiana (é a última cidade na fronteira com a Itália).

Com um microclima que consegue ser ainda melhor do que o clima do Mediterrâneo, a cidade é considerada um dos locais mais ensolarados da França, com 316 dias de sol por ano. Esse calor agradável não só atrai turistas, como favorece o cultivo de frutas e flores. Em suas ruas é possível ver várias árvores tropicais, como palmeiras, bananeiras e limoeiros. O clima médio é de 11 graus no inverno e 25 graus no verão.

Foto: Pinterest

O principal produto cultivado em Menton é o limão e, graças ao clima, é produzido o ano inteiro, tornando-se portanto, um de seus símbolos, já que se trata da única região de França em que são produzidos. No mês de fevereiro acontece a Fête du Citron (Festa do Limão), mais de 15 dias de festa em que a cidade recebe mais de 200 mil visitantes. Para mais informações sobre a festa clique aqui.

Foto: francetoday.com
Festa do Limão
Foto: fete-du-citron.com

Por toda a cidade, os jardins notáveis ​​e os edifícios Belle Epoque nos lembram que Menton, um paraíso mediterrâneo, também era um popular resort à beira-mar para os ricos turistas do norte e do leste da Europa. Dizem que ao conhecer a Riviera Francesa, a rainha Vitória escolheu Menton para se hospedar, tornando o local bastante conhecido pela nobreza de então.

Foto: Pinterest

A cidade é um bom destino para ser visitado em 1 dia. Além da praia, é possível passear pelas ruas coloridas da cidade velha, encontrar villas Belle Epoque pelo meio do caminho, passar pelos diversos jardins, visitar o porto, ou sentar-se em um dos inúmeros restaurantes para apreciar a vista ou a rotina local.

Foto: vacansoleil.nl

Curiosidade:

A cidade está intimamente relacionada a Jean Cocteau, um poeta, romancista, cineasta, designer, dramaturgo e ator francês que era apaixonado por Menton e passou longas temporadas por lá. Além de um museu em sua homenagem, a cidade possui inúmeras obras e locais que fazem referência ao artista.

Frases famosas de Jean Cocteau:

  • “Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.”
  • “Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia, mas uma meia mentira não será nunca uma meia verdade.”
  • “Se eu prefiro os gatos aos cães, é porque não existem gatos policiais.”
Foto: @the_essencialist_

Como chegar?

A cidade de Menton é a última parada de trem na glamourosa Côte d’Azur antes de você chegar à Itália, fica a cerca de 30 km de Nice, onde há o aeroporto mais próximo.

De trem: o transporte de trem entre Nice e Menton dura entre 28 e 40 minutos e há vários trens por dia.

De carro: é possível alugar um carro em Nice e seguir pela via A8 até a saída 59 para Menton. A viagem dura em média 40 minutos.

Barco: há o Porto Municipal, que fica ao lado do centro, e o Porto Garavan (maior), a menos de 1 km de distância.

Foto: thewanderinglens.com

Argentina

Villa La Angostura

Localizada na província de Neuquén, no sul da Argentina, a vila é bem pequena, com população de menos de 15 mil habitantes. Uma das aldeias mais bonitas da região, o local é conhecido como Jardim da Patagônia.

Muito mais charmosa e romântica que suas famosas vizinhas Bariloche (83 km de distância) e San Martin de los Andes (110 km) a vila recebe turistas tanto durante o inverno quanto no verão. No meio do caminho entre as duas cidades, Villa La Angostura faz parte da Rota dos Sete Lagos, um passeio muito famoso com paisagens incríveis.

Foto: Marina Aguiar

À beira do Lago Nahuel Huapi (o mesmo de Bariloche), durante o verão são muito comuns os esportes aquáticos, passeios de barco e caminhadas pelas diversas trilhas. Há muitas rotas para quem gosta de andar de bicicleta e a pesca também é atividade bem comum nessa época do ano.

Foto: Dauro Veras

Durante o inverno, a estação de esqui de Cerro Bayo é o destino certo dos visitantes. Localizada a apenas 10 km da vila, Cerro Bayo é uma estação de esqui procurada por turistas que não gostam da grande quantidade de pessoas das estações de esqui maiores e, apesar de ser pequena, Cerro Bayo não deixa a desejar. Com 23 pistas, é um local perfeito tanto para iniciantes como para esquiadores experientes.

Foto: afcordoba
Estação de Cerro Bayo

Outro atrativo muito famoso no local é o Bosque de Arrayanes. Muitas pessoas saem de Bariloche especialmente para conhecer o local, já que dizem que o cenário inspirou Walt Disney na criação do cenário de Bambi.

Foto: todoloqueveo.com.ar
Bosque de Arrayanes

Como chegar?

A melhor forma de chegar é passando por Bariloche, onde há um aeroporto. Estávamos hospedados em Bariloche e alugamos um carro para conhecer a vila. Durante os meses de inverno é importante tomar muito cuidado na estrada, já que muitas vezes o clima frio cria uma pequena camada de gelo em cima do asfalto, o que pode ser um perigo, já que é bem escorregadio.

Também é possível ir de ônibus. Há uma rota com diversos horários saindo de Bariloche. O único problema em ir de ônibus é a impossibilidade de parar para tirar fotos.

Há ainda a opção de ir com excursão. São alguns roteiros que oferecem a Rota dos 7 Lagos e uma das paradas é em Villa La Angostura.

Foto: Nicolás Lope de Barrios

A estrada entre Bariloche e Villa la Angostura é a estrada mais linda que já vi! Durante o passeio paramos diversas vezes para fotografar a linda paisagem.

Foto: Marina Aguiar

Curiosidades:

Assim como em Bariloche e em toda a região, é muito fácil encontrar os deliciosos chocolates patagônicos. É possível encontrá-los em caixas já montadas ou comprá-los no peso, e são muitas as opções expostas no balcão. Obs: são os chocolates mais deliciosos que eu já comi.

Foto: Uncornered Market
Foto de uma loja em Bariloche, mas é assim que eles também são vendidos em Villa la Angostura

Dica:

Quando fomos ainda não havia começado a temporada de esqui, portanto muitas lojas e restaurantes se encontravam fechados.

Eu fui

Escolhemos essa vila para conhecer no Dia dos Namorados. E foi a escolha perfeita, já que é um local lindo e charmoso. Pena que muitas lojas estavam fechadas, sendo assim o destino volta para a lista de desejos, só que agora no verão. 🙂

França

Colmar

Foto: Viator

Localizada no nordeste da França, Colmar fica na Alsácia, que junto com a Lorena formam uma região extremamente disputada pela Alemanha e pela França. Inicialmente pertencente ao Sacro Império Romano-Germânico, foi tomada por Luís XIV da França depois da Paz de Vestfália (em 1648), mas devolvida pela França à Alemanha recém-unificada, conforme o Tratado de Frankfurt (1871), que encerrou a Guerra Franco-Prussiana. Após a Primeira Guerra Mundial, foi retomada pela França, nos termos do Tratado de Versalhes (1919). Já na Segunda Guerra Mundial, foi anexada pelo Terceiro Reich alemão em 1940, mas retomada pelas França após o fim do conflito (1945).

Foto: iStock

Com pouco mais de 70.000 habitantes, Colmar mais parece uma vila saída de um conto de fadas, não é a toa que serviu de inspiração para o filme A Bela e a Fera. Andando pelo centro histórico é possível apreciar tanto a influência francesa quanto a alemã. Além das casas em estilo enxaimel, que já são um charme por si só, muitas construções são pintadas de diversas cores, e por todos os lados há enfeites de flores.

Foto: Jan Wlodarczyk

Por ser cortada por canais, a cidade possui o apelido de Pequena Veneza (Petit Venise), o que torna o cenário ainda mais encantador com pequenas pontes e passeios de barco disponíveis.

Foto: TripAdvisor

Como tudo que é bom ainda pode melhorar, Colmar faz parte da Rota do Vinho da Alsácia. Estabelecida em 1953, essa rota é uma das mais antigas da França, começando em Marlhenheim, que fica ao norte de Estraburgo, até a cidade de Than. São aproximadamente 170 km em que é possível visitar 70 cidades produtoras de vinho, cada uma com seu charme. No verão é muito comum ver turistas percorrendo parte da Rota de bicicleta. A parte mais famosa do caminho é de Estrasburgo à Colmar, passando pelas cidades de Riquewihr, Ribeauvillé, Obernai, Dambach-la-Ville, Neuf Breisach, Vieux Breisach, Kayserberg, Bergheim, Éguisheim e Barrm.

A cidade possui alguns museus, igrejas e prédios históricos, mas o maior charme é se perder pelas ruas encantadoras.

Foto: dani.tur.br

Curiosidades:

  • Dizem que as casas coloridas de Colmar eram pintadas de acordo com a profissão do morador.
  • Muitos pontos de comércio possuem placas divertidas que indicam qual é a atividade realizada no local, como restaurantes, açougue, etc.
  • Na entrada da cidade há uma réplica da Estátua da Liberdade em homenagem a Frédéric Auguste Bartholdi, um artista local que foi quem a criou.
  • O mercado de natal de Colmar está entre os melhores mercados de natal da Europa.
Foto: AP
Mercado de Natal de Colmar

Colmar e Estrasburgo são as principais cidades para servirem de base na região, mas como é uma cidade relativamente pequena, Colmar pode ser visitada em uma visita de bate e volta tanto saindo da França quanto da Suíça.

Como chegar?

A maior parte dos viajantes chega a Colmar vindo de Estrasburgo, que é a capital da Alsácia. Logo, para quem tem interesse de chegar de trem, ônibus ou avião provavelmente passará por lá.

De carro:

  • Saindo de Estrasburgo (65 km)
  • Paris a Estrasburgo (500 km)
  • Saindo de Lucerna (162 km) ou Zurique (148 km) – Suíça – aproximadamente 2h
  • Saindo de Basileia – Suíça (65 km) – aproximadamente 1h

De ônibus:

  • Paris a Estrasburgo (em média 6:30 h)
  • Estrasburgo a Colmar (1h)
  • Basileia (Suíça) a Colmar (1:30 h) – Flixbus

De trem:

  • Estrasburgo a Colmar (30 minutos). A estação fica a 15 minutos de caminhada do centro.
  • De Paris a Estrasburgo há trens de alta velocidade, que gastam em média 1:30, e os trens mais lentos que gastam até 6:30.
  • Basileia a Colmar (45 minutos) – SNCF

Noruega

Trondheim (Sør-Trøndelag)

Foto: Siouz

Fundada em 997 pelo rei Olav Tryggvason, Trondheim é uma pequena cidade norueguesa com pouco menos de 200.000 habitantes espalhados em 342 km². Apesar de pequena, é a terceira maior cidade da Noruega, e foi sua primeira capital, entre os anos de 1030 e 1217.

Foto: K_ribou

O nome original da cidade, Nidaros (que significa foz do rio Nid), foi dado pelo rei Olav, mas depois a cidade começou a ser chamada de Kaupang i Trondheim, e finalmente Trondheim. Devido a questões relacionadas à língua e ao nacionalismo, diversas cidades norueguesas trocaram seus nomes entre os anos de 1925 e 1930, e com Trondheim não foi diferente. Uma lei definiu que a cidade deveria voltar a se chamar Nidaros, reafirmando a ligação da cidade com o seu passado glorioso, mas através de um referendo, a população se mostrou contra essa mudança e 1 ano depois o nome Trondheim foi restabelecido. 

Situada junto ao fiorde Trondheim, a cidade é cercada por belas colinas arborizadas e é também cortada pelo rio Nidelva. Foi e ainda é um local de peregrinação popular, centro eclesiástico, e cidade onde os novos reis da Noruega recebem suas bênçãos.

Foto: janoscar

Apesar de estar localizada bem ao norte do globo, durante o inverno a cidade é afetada pela Corrente do Golfo, o que geralmente aquece o ar ao longo da costa, tendo como resultado quedas de neve moderadas, e fazendo com que a cidade seja um ótimo destino turístico durante todo o ano.

Foto: heartmybackpack.com

No solstício de inverno, o sol nasce às 10:00 e fica muito abaixo da linha do horizonte, se pondo às 14:30. O que parece estranho para nós, pode ser também muito divertido e bonito, já que os moradores iluminam tudo com velas e luzinhas. Em dezembro é montada uma grande árvore na praça central, iluminando todas as lojas ao redor.

Foto: fredolsencruises.com

No solstício de verão, o sol nasce às 3:00 e se põe às 23:40, e com a claridade que dura praticamente o dia todo, fica bem mais fácil conhecer as praias e caminhar pela cidade e seus arredores.

Foto: ttnotes.com
Residência Real

Construída originalmente em 1774, a residência real possui 140 salas que constituem 4.000 metros quadrados, sendo, possivelmente, o maior edifício de madeira do norte da Europa, e tem sido usado por membros da realeza e seus hóspedes desde 1800.

Foto: Lucio José Martínez González
Catedral de Nidaros

Mais importante local de peregrinação do norte da Europa durante a Idade Média, a Catedral de Nidaros, construída a partir de 1070, é o mais importante monumento gótico da Noruega. Durante a Idade Média e após a independência, a catedral sempre foi a igreja de coroação dos reis noruegueses, mas a partir de 1957 a coroação foi substituída pela consagração, e em 1991, ali foram consagrados o atual rei, Harald V, e a rainha Sonja.

Foto: heartmybackpack.com

A cidade sofreu vários incêndios em sua história, e como a maioria de suas construções era de madeira, a maioria dos incêndios causou enormes danos. Em 1651, o fogo destruiu 90% da cidade, e o incêndio de 1681 levou a uma quase total reconstrução da cidade, quando foram criadas ruas largas e retas para impedir novos incêndios de grandes proporções.

Foto: Jelena Safronova
Vizinhança de Bakklandet

Dominado por pequenas casas de madeira e ruas estreitas, Bakklandet é um bairro localizado no lado leste do rio, e está entre as principais atrações turísticas da cidade. Em 1965 havia um plano rodoviário que propôs que a área fosse demolida para dar lugar a uma auto-estrada de quatro pistas, mas o plano não foi recebido muito bem pelos moradores e no início de 1980 foi arquivado. Ainda bem né!

Como chegar?

De trem: são quatro viagens diárias são feitas entre Oslo e Trondheim na linha Dovre. A viagem dura cerca de sete horas. Também é possível chegar facilmente a Trondheim a partir de outras cidades norueguesas.

De ônibus: Há ônibus saindo em vários horários de Oslo e outras grandes cidades para Trondheim. O tempo de viagem de Oslo a Trondheim é de oito horas.

De carro: A rodovia norueguesa norte-sul E6 passa por Trondheim e a rodovia costeira E39 vai até Klett, que fica 10 quilômetros ao sul da cidade.

De barco: Um barco da Hurtigruten que faz um cruzeiro pela costa norueguesa para diariamente em Trondheim, tanto quando segue para o sul quanto para o norte.

De avião: O aeroporto de Trondheim, Værnes, recebe voos nacionais e internacionais. A partir do aeroporto, é possível pegar um ônibus expresso ou um trem para o centro da cidade. O aeroporto está localizado a 33 km da cidade.

Foto: Aziz Nasuti

Itália

Burano

Foto: Pinterest

Conhecida como a ilha mais colorida da Itália, Burano é uma pequena vila de pescadores que fica a 7 km de Veneza. Não possui muitos monumentos ou grandes atrações turísticas, o charme desse local, que possui menos de 5.000 habitantes, é passear pelas ruas e apreciar as casinhas pitorescas.

Foto: tudosobreveneza.com

Não se sabe ao certo o motivo de cada casa ser pintada de uma cor, mas acredita-se que havia muitos nevoeiros no local e, quando os pescadores voltavam do mar, tinham certa dificuldade de encontrarem suas casas, optando assim por pintá-las de cores vibrantes para facilitar a localização.

Foto: Pinterest

A ilha é também conhecida pela fabricação de rendas, chamadas de merletto. Dizem que após visitar o local, Leonardo da Vinci levou uma peça de renda para enfeitar o altar da Catedral de Milão, e a partir de então, a renda de Burano passou a ser conhecida e exportada para toda a Europa.

Foto: City Wonders

A ilha é bem pequena e pode ser visitada no mesmo dia de outras ilhas famosas bem próximas, como Murano e Torcello. O passeio pode ser feito por um bate e volta saindo de Veneza, já que o trajedo é feito em aproximadamente 45 minutos. Para chegar basta pegar o vaporetti (barco) LN que sai da Fondamenta Nuove.

Foto: My little adventure

Além das casas que já valem a visita, a ilha também possui como atrativos passeios de barco, restaurantes de frutos do mar e a Chiesa di San Martino, igreja cuja torre é mais inclinada do que a Torre de Pisa. Também famosos são os biscoitos caseiros, sendo o bussola buranello o mais conhecido.

Foto: theworldisabook.com
Biscoitos de Burano
Foto: sumfinity.com
Chiesa di San Martino
Áustria

Maria Wörth

Foto: Jasmine

Localizada no estado de Caríntia, na Áustria, Maria Wörth é um pequeno distrito situado ao sul do lago Wörthersee. Com apenas 1.500 habitantes, o local é constituído por quatro diferentes cidadezinhas – Maria Wörth, Reifnitz, Dellach e Sekirn – chamadas “o coração do lago Worth.” 

Como o local se encontra em um terreno cercado por água, foi dado a ele o nome Wörth, que em alemão antigo significa “ilha”.

Foto: Georg Holzer

Muito frequentado por famílias, o local é famoso não só por sua paisagem natural, mas também pela limpeza e conservação ambiental, a água do lago é tão cristalina e limpa que é possível usá-la para beber.

Além de turistas interessados em turismo de natureza, a cidade recebe também muitos casais, porque com toda a sua paisagem natural e ruas floridas, é um lugar muito romântico. Foi ali que o compositor Gustav Mahler compôs quatro de suas sinfonias.

A Igréja gótica dos Santos Primus e Feliciana é um dos principais cartões postais de Maria Wörth. Ela fica no ponto mais alto da península, e é famosa por ser o local preferido de muitos noivos para se casarem.

Foto: Johann Jaritz
Foto: Kurt

Importante destino turístico da Áustria durante o verão, a cidade possui atrativos relacionados principalmente à água, como por exemplo: pesca, passeio de barco, vela, surf, windsurf, banana, entre outros. Fora da água é possível praticar parapente, e há trilhas para caminhadas, corridas e ciclismo. Também é possível jogar golfe ou simplesmente observar a fauna e flora locais.

Foto: Paul McClure
Foto: Nadja

Para quem gosta de frio, uma opção é visitar o local no inverno…

Foto: MAFW82

São várias as opções de hospedagem, tanto na península, quanto mais afastado, com diárias variando entre 30 euros (Pension Kitty) e 170 euros (Seehotel Porcia– site sem tradução, detalhes em português AQUI). São várias as opções de preços, vale à pena pesquisar no site Booking.com ou no site oficial, basta traduzir. 

Obs: entre maio e setembro os preços diminuem bastante.

Fotos acima e abaixo: Nadja

Além de passear, namorar e praticar esportes, a cidade também é perfeita para relaxar – já que possui centros de terapia e um spa; e para engordar com as deliciosas comidas típicas.

Foto: Matthias
Foto: herold1
Foto: Mathias L.
Itália

Trento ( Trentino-Alto Ádige)

Conhecida mundialmente por ter sido sede, em meados do século 16, do Concílio de Trento (resposta da Igreja Católica à Reforma Protestante), Trento é uma pequena província ao norte da Itália.

Foto: rakaposhi

Localizada no vale Trentino-Alto Adige, é circundada por uma cadeia de montanhas Dolomitas, onde se iniciam os Alpes.

Trento – Castello del Buonconsiglio
Foto: Iggi Falcon

De origem romana, passou a ser governada, a partir do século IV, por bispos católicos, que se mantiveram no poder até o início do século XIX. Permaneceu durante anos sob o domínio francês, até que, com a queda de Napoleão foi, em 1814, entregue à Austria. Os italianos só a recuperaram em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial.

Igreja São Francisco Savério
Foto: blog.hostelite.com

Politicamente, a Província Autônoma de Trento encontra-se unida à Província Autônoma de Bolzano (Bozen), sendo hoje oficialmente chamadas Região Trentino-Alto Adige. Juntas, são a porção meridional do antigo Tirol do Sul, unido ao Tirol austríaco. Sua principal característica é que a língua do Trentino é historicamente a italiana, enquanto a das demais regiões ao redor é a alemã. Como herança do período em que pertenciam à Áustria ficou o gosto por strudel de maçã e cerveja, ambos podem ser encontrados facilmente na cidade.

Foto: Foto di Spalle (via Pinterest)

O Trentino é hoje uma das regiões europeias com maior fluxo turístico, por causa de suas paisagens montanhosas e de suas cidades e castelos históricos. Nomeada em 2004 como cidade alpina do ano, Trento oferece aos visitantes não apenas uma paisagem de cair o queixo, mas também uma arquitetura que mistura o estilo renascentista com o medieval. 

Foto: bautisterias (via Pinterest)

Atrações turísticas:
Piazza del Duomo – Essa praça é o centro histórico da cidade. Nela fica o Palazzo Pretorio, construção típica da Baixa Idade Média (século XIII) e a Fonte de Netuno.

Castello del Buon Consiglio – O castelo fortificado medieval foi, durante vários séculos, residência dos bispos-príncipes de Trento e impressiona por seu tamanho. Faz parte de boa parte da história da cidade, tendo sediado, por exemplo, muitas sessões do Concílio de Trento. Hoje ali funciona o MuseoProvinciale.

Foto: il Turista

Muitos vinhedos e oliveiras podem ser vistos por toda a região.

A melhor época é de final de maio a começo de setembro, quando faz menos frio.

Foto: busca no Google

Curiosidades:

  • Nos cinemas de Trento todos os filmes são dublados em italiano, e nas sessões se faz um intervalo na metade do filme. 
  • O horário comercial é de 8:30 às 12h e de 15 às 19h.
Alemanha

Bamberg (Baviera)

Foto: Pinterest
Altes Rathaus – Antiga Prefeitura

Declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1993, essa pequena vila de pouco mais de 70.000 habitantes é destino certo para quem gosta de história, e principalmente para quem gosta de cervejas artesanais.

Foto: Mariana Gabellini

A cidade possui 10 cervejarias, sendo a cerveja defumada (em alemão Rauchbier) a mais famosa, produzida pelas cervejarias Brauerei Schlenkerla e Brauerei Spezial.

Foto: Pinterest

Bamberg faz parte da região cervejeira Francônia (Bierfranken), que com mais de 300 cervejarias, tem a maior densidade de cervejarias por número de habitantes do mundo.

Foto: Ostseetroll

A cerveja “Aecht Schlenkerla Rauchbier” é a mais conhecida não só na região da Francônia, mas também por um público internacional. A taverna tradicional Schlenkerla (desde 1405), sediada no Centro Histórico, é uma importante instituição na cidade.

Foto: John Bragg

Para quem não gosta de cerveja, as ruas e construções em estilo medieval também valem o passeio. São vários os pontos turísticos que remetem a uma viagem no tempo, como por exemplo:

  • Catedral Imperial de Bamberg (Kaiserdom), com a sepultura do papa Clemente II e a sepultura do imperador Henrique II e sua esposa;
  • Residência Antiga da Corte (Alte Hofhaltung), onde foi filmado “Os três mosqueteiros”;
  • Pequena Veneza (Klein-Venedig), antigo bairro de pescadores de Bamberg ao longo do Rio Regnitz;
  • Castelo de Altenburg (1109), antiga residência episcopal de 1305 a 1553.
Foto: Pinterest
Catedral Imperial

Bamberg fica próxima à Rota Romântica, circuito turístico mais famoso da Alemanha. Com um pequeno desvio de rota é possível visitar a cidade em apenas um dia. 

Foto: Pinterest
Alte Hofhaltung – Residência Antiga da Corte

Como a cidade é pequena, em apenas um dia é possível conhecer tudo. São comuns visitas de bate e volta saindo de Munique (230 km), Frankfurt (211 km) ou de Nuremberg (60 km).

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Neue Residenz – Residência Nova