Dinamarca

Ilhas Faroé (Ilhas Féroe)

Foto: @ilhan1077

Ilhas Faroé (também conhecidas como Ilhas Féroe) são uma região autônoma da Dinamarca e ficam localizadas no Atlântico Norte, entre a Escócia e a Islândia.

Foto: sidetrackedtravelblog.com

O arquipélago é formado por 18 ilhas, mas nem todas são habitadas. A capital, Tórshavn, está localizada na maior ilha – Streymoy- e possui uma população de 16.000 habitantes. Já a ilha de Streymoy possui aproximadamente 21.000 habitantes, representando 40% do total do arquipélago, que é de pouco mais de 50.000 habitantes.

A capital Tórshavn
Foto: Neurobit/Istock

Apesar de pertencerem à Dinamarca, a maioria de seus habitantes descende de escoceses e noruegueses. Em seu longo período de existência, que remonta ao ano de 600, já foram colonizadas e dominadas por diversas nações, como noruegueses, dinamarqueses, islandeses e ingleses. Em 1814 a região foi reconhecida como possessão dinamarquesa.

Vila de Tjørnuvík
Foto: Pinterest

Autônomas desde 1948, as Ilhas Faroé possuem um Alto Comissariado que representa a rainha da Dinamarca, um Parlamento unicameral e um primeiro-ministro. Possuem também uma língua própria, assim como moeda local, pareada com a coroa dinamarquesa.

Foto: Pinterest

Com recursos vegetais escassos, 96% a 98% de suas exportações deriva da pesca. Nas ilhas também é comum a criação de ovelhas, que dão nome ao arquipélago, já que Féroe, na língua local, significa “Ilha das ovelhas”. São tantas ovelhas que sua quantidade ultrapassa o número de habitantes (há quem diga que o número de ovelhas é o dobro do número de habitantes).

Festival Ólavsøka
Foto: torshavn.fo

No final de julho acontece o festival Ólavsøka, principal festival de verão e dedicado a homenagear São Olavo. A festa dura alguns dias e mistura comemorações culturais e desportivas, com apresentações de dança e música, além de competições de corrida de barcos e jogos de futebol.

Parlamento
Foto: Pinterest

No verão são também comuns as caças a baleias. Apesar de a atividade ir contra o direito dos animais e receber denúncias de muitas ONGs, os habitantes consideram-na uma importante parte da história e da cultura da ilha e, por ser uma prática muito antiga e comum na região, continua sendo realizada.

Igrejinha da vila de Saksun
Foto: internet

Até aproximadamente 5 anos atrás as ilhas costumavam receber apenas 20 mil turistas por ano mas, após o sucesso de suas lindas e intocadas paisagens em redes sociais como o Pinterest e o Instagram, este número subiu para mais de 110 mil. O crescimento do número de turistas foi tão grande e rápido que no ano de 2019 as ilhas interromperam o fluxo de turistas por um final de semana para realizar limpeza e manutenção dos atrativos turísticos.

Foto: mengfors/pixabay

Para passear entre as ilhas é possível alugar um carro ou comprar passeios de um dia. O transporte público na capital é grátis. Há também subsídio do governo para o uso de helicópteros, muito comuns na região, o que faz com que o preço da viagem seja muito mais barato do que o habitual, possibilitando apreciar esse maravilhoso cenário do alto.

Porto de Tórshavn
Foto: afar.com

Tórshavn

Um dos principais atrativos do local é passear pelas estreitas vias da capital, se perdendo entre casinhas coloridas que disputam a atenção com bucólicas paisagens. A cidade também é sede do Føroya Løgting, mais antigo Parlamento do mundo, com mais de mil anos de atividade.

Gasadalur
Foto: Pinterest

Cachoeira Mulafossur em Gasadalur

Localizada na ilha de Vágar, Gasadalur é um pequeno vilarejo que possui o provavelmente mais conhecido cartão postal das Ilhas Faroé, a Cachoeira Mulafossur. Não é de se estranhar a fama do local, já que, ao ver a foto, é difícil de acreditar que exista uma pequena vila, no alto de um penhasco, com uma cachoeira despencando no mar. Antigamente o local era bem remoto, já que para alcançá-lo era necessário percorrer mais de 4 quilômetros de trilhas. Hoje, há um túnel para facilitar o acesso, que pode ser feito de carro em aproximadamente 10 minutos, saindo do aeroporto.

Lago Leitisvatn
Foto: internet

Lago Leitisvatn ou Sorvagsvatn

Em formato de S, este lago está localizado entre 2 vilas e, dependendo de onde você estiver, seu nome muda. Para moradores da vila de Miovágur, o lago é conhecido como Leitisvatn. Já para os moradores da vila de Sorvagsvatn, este é conhecido como lago Sorvagsvatn. Independentemente do nome, o lago possui uma característica muito interessante, que é a de estar localizado no topo de penhascos e, dependendo do ângulo em que é observado, dá a sensação de estar muito acima dos 30 metros que o separam do mar. Este maravilhoso cenário também está localizado na ilha de Vágar, a mesma em que está localizado o aeroporto.

Vilarejo de Funningur
Foto: Istock

Vilarejo de Funningur

Localizado a 1 hora de carro da capital, esse é o mais antigo vilarejo das ilhas. Em seu entorno está a trilha Hvíthamar, muito popular entre os turistas por oferecer uma excelente vista do fiorde Funningsfjørður e das montanhas ao redor.

Vilarejo de Tjørnuvík
Foto: Pinterest

Vilarejo de Tjørnuvík

Localizada a 52 quilômetros da capital, esta pequena vila possui pouco mais de 50 habitantes e é possível chegar até lá de ônibus. um dos locais mais visitados do arquipélago, costuma receber surfistas durante o verão. Há uma trilha pública para caminhadas entre Tjørnuvík e Saksun. A caminhada leva três horas e pode ser feita o ano todo, sem nenhum custo.

Farol em Mykines
Foto: Istock

Mykines

Com apenas 20 habitantes, esse local é perfeito para quem gosta de apreciar paisagens intocadas e a vida selvagem. Entre penhascos, casinhas coloridas e um pequeno e fotogênico farol, há trilhas em que é possível apreciar a vista e observar mais de 20 espécies de aves marinhas que costumam aparecer por lá. O acesso pode ser feito por helicóptero ou balsa.

Vilarejo de Saksun
Foto: Agnees de Pelerinage

Vilarejo de Saksun

Outro famoso cartão postal das Ilhas Faroé é o vilarejo de Saksun. Lá, ao contrário das tradicionais casinhas coloridas, há construções bem mais rústicas e antigas a beira da lagoa. Complementando o cenário e contrastando com o verde e o azul, há uma pequena igreja, pintada de branco. A pequena vila de menos de 10 habitantes dica a 45 minutos de carro da capital e a estrada pode ser um pouco perigosa, já que passa por montanhas íngremes.

Aurora Boreal em Klaksvík
Foto: cntraveler.com

Aurora Boreal

As Ilhas Faroé são uma ótima opção para quem deseja ver a aurora boreal. O melhor período para visualização é de setembro a março ou abril. Alguns bons pontos são as aldeias de Gjógv, no extremo norte de Eysturoy, e Klaksvík, em Borðoy.

Foto: internet

Curiosidades:

  • Durante a II Guerra Mundial as Ilhas Faroé foram ocupadas pelas tropas britânicas enquanto a Dinamarca foi invadida pela Alemanha. A ocupação se deu de forma amigável e teve como objetivo evitar que os nazistas possuíssem uma base militar no Atlântico Norte. Em 1945 os ingleses partiram deixando para trás 170 soldados que se casaram no arquipélago.
  • O aeroporto de Vágar foi construído pelos ingleses durante a ocupação.
  • Hoje em dia há um déficit de gênero nas ilhas. São aproximadamente 2 mil mulheres a menos do que os homens. Por esse motivo, muitos moradores do arquipélago buscam esposas em outros países.
  • Em 1946 houve um referendo que aprovou a independência das Ilhas Faroé. Porém, 2 dias depois, ela foi anulada pela Dinamarca.
  • Nenhum ponto das ilhas está a mais de 5 quilômetros do mar.
  • Apesar de estar localizada no extremo norte do globo, na capital não se registram temperaturas médias negativas. A média costuma variar entre 0,3º C em janeiro e 11,1º C em agosto.
  • As casas costumam ter grama nos telhados. Dizem que ajuda a manter a temperatura agradável durante o inverno, fresca durante o verão, além de absorver a água da chuva, muito comum durante todo o ano. Para aparar a grama são colocadas ovelhas sobre o telhado.
  • Além dos telhados, a grama também está presente em todas as ilhas. As árvores são itens raros por lá.
Foto: internet

Como chegar?

De avião: A melhor maneira de chegar ao arquipélago é de avião. A única companhia aérea que possui vôos é a Atlantic Airways e o único aeroporto da região fica na ilha de Válgar.

De navio: Após as ilhas se tornarem um famoso destino na internet, é possível chegar até lá em cruzeiros oferecidos por algumas empresas.

Foto: Tom Glancz
Hvíthamar
Foto: divulgação

Das 18 ilhas apenas 1 não possui habitantes. Cada uma possui suas belezas e particularidades. Para mais informações a respeito de atrativos não mencionados acima, acesse os links abaixo.

Fontes:

Wikipédia

Viajali

Álbum de viagens

ZAP

Cntraveler

annees-de-pelerinage.com

Costa Cruzeiros

Suíça

Brienz

Foto: Pinterest

Brienz é uma cidadezinha (comuna) localizada no estado (cantão) de Berna, na Suíça. Com apenas 48 quilômetros quadrados e pouco mais de 3 mil habitantes, é um destino turístico ainda pouco conhecido. Fica bem próxima à cidade de Interlaken – a mais famosa cidade dos alpes suíços. Brienz fica em uma extremidade do lago Brienz, enquanto Interlaken fica na outra extremidade.

Foto: Glenn Van Der Knijff /Lonely Planet

Apesar de ainda não ter sido descoberta pela maioria dos turistas, sua beleza não passa despercebida, sendo o local bastante procurando para a realização de casamentos. Além de charmosas casinhas que parecem saídas de um conto de fadas, a cor azul turquesa do lago Brienz é de tirar o fôlego.

Com quase 30 quilômetros quadrados e profundidade máxima de 260 metros, o lago Brienz é alimentado, entre outros, por neve e gelo provenientes dos alpes próximos. A deposição de gelo glacial no fundo do lago torna impraticável a prática de esportes como mergulho e natação, já que a temperatura da água não é nada convidativa. No entanto, esse mesmo fenômeno modifica sua cor ao longo do dia e do ano, presenteando assim nossos olhos com cores que variam entre água cristalina, azul turquesa e verde esmeralda.

Foto: David Birri/myswitzeland.com
Cachoeira de Giessbach com Grand Hotel Giessbach e lago Brienz ao fundo

Giessbach

Outro lindo local que também parece ter saído de um conto de fadas é a cachoeira de Giessbach, que fica em frente ao Grand Hotel Giessbach. O hotel foi construído entre 1873 e 1874 e, durante muito tempo, foi frequentado pela alta sociedade mundial, como imperadores, reis, estadistas, diplomatas e artistas.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

A cachoeira Giessbach possui 500 metros de altura e suas águas alimentam o lago Brienz. Para chegar até lá é possível ir de carro ou contratar um passeio de barco, em que é preciso desembarcar na estação Giessbach e de lá subir até a cachoeira. A subida pode ser feita por trilha ou pelo funicular ( a subida dura 4 minutos e custa 8 francos para ir e 8 francos para voltar).

Foto: adventure-hostel.com
Brunngasse

Brunngasse

A parte mais romântica de Brienz é, provavelmente, a Brunngasse, que já foi premiada com o título de “rua mais bonita da Europa”. De fama internacional, a maioria de suas casas data do século XVIII e é decorada com esculturas em madeira e muitas, mas MUITAS flores.

Foto: Roger Coll
Detalhe da Brunngasse
Foto: adventure-hostel.com
Brienzer Rothorn

Brienzer Rothorn

É uma montanha da região, de onde é possível ter uma vista espetacular. Mas não só pela vista vale a pena fazer esse passeio. Tanto a paisagem durante todo o percurso de trem, quanto o próprio trem a vapor em si, já valem a visita. A montanha possui 2.300 metros de altitude e de lá de cima é possível avistar cerca de 693 picos.

Do alto, a vista dos Alpes Berneses, do Lago Brienz e da região de Grimsel é fascinante, assim como de Pilatos e Hogant. Os restaurantes no cume e a hospedaria de montanha Rothorn Kulm, com quartos recém-reformados, garantem uma estadia memorável, com amanhecer e pôr-do-sol espetaculares.

Foto: Monique BIanchi / Blog Me Joguei no Mundo
Vista do restaurante no topo da montanha
Foto: swissvistas.com
Casas em Ballenberg

Ballenberg

O que em 1978 começou com 16 edifícios tipicamente suíços é, hoje em dia, uma ampla exibição com cerca de 100 edifícios habitacionais e comerciais provenientes de toda a Suíça, numa área de 66 hectares: o Museu ao Ar Livre de Ballenberg. Desde a década de 1970, casas antigas, estábulos, padarias e celeiros já não são mais demolidos quando substituídos por prédios modernos. Em vez disso, os edifícios são desmontados, pedra por pedra, e reconstruídos por lá. São casas históricas, com suas cozinhas, quartos e salas de estar originais, que ilustram a vida cotidiana rural da Suíça.

Foto: Clarissa Donda/Dondeando por aí
Quarto de família rica em Ballenberg

O museu funciona entre abril e outubro e, além das casas, o cenário ganha vida graças ao cultivo original e autêntico de plantas úteis, às mais de 250 espécies de gado da região e ao trabalho dos artesãos e agricultores com suas ferramentas tradicionais. As exibições temáticas e os eventos especiais complementam a oferta em termos de cultura e de tradições. Além disso, o museu é interativo, permitindo ao turista entrar e transitar pelas construções.

Foto: giessbach.ch/
Grand Hotel Giessbach

Curiosidades

  • O estacionamento da cachoeira de Giessbach é pago e custa 5 francos suíços. Ao separar o dinheiro para o estacionamento, certifique-se de possuir moeda de 5 francos, pois as máquinas não aceitam outros valores.
  • O funicular de madeira que vai até a cachoeira de Giessbach é considerado o mais antigo funicular de uso exclusivamente turístico da Europa. Ele se encontra em funcionamento desde 1879.
  • Brienz, que também é conhecida como a “vila das esculturas”, tem uma longa tradição em processamento de madeira e, até hoje, abriga uma escola para escultura e fabricação de violinos.
  • Na Brunngasse, a maioria das casas tem em sua fachada o registro da data em que foram construídas e, quando é o caso, a data da reforma.
  • O trem a vapor que vai à Brienzer Rothorn está em funcionamento desde 1892, demora cerca de 1 hora até o cume, e quem possui o Swiss Travel Pass tem 50% de desconto. Funciona entre junho e outubro e sai de hora em hora. A viagem é gratuita no trem a vapor no dia do aniversário do passageiro.
  • A entrada no museu Ballenberg está incluída no Swiss Travel Pass.
Foto: Pinterest
Cachoeira de Giessbach com lago Brienz ao fundo

Como chegar?

De carro:

  • Saindo de Berna, são 77 quilômetros e a viagem dura em média 1 hora.
  • Saindo de Zurique, são 103 quilômetros e a viagem dura quase 1 hora e meia.
  • Já a partir de Interlaken, são apenas 17 quilômetros.

De trem:

  • Saindo de Berna, a duração da viagem é de 1 hora e 20 minutos, com parada em Interlaken.
  • Saindo de Zurique, a duração é de aproximadamente 2 horas e meia, com parada em Lucerna.

Avião:

  • O aeroporto mais próximo está na cidade de Interlaken.
Foto: Pinterest

Para mais informações

myswitzerland.com

Blog Me joguei no mundo – Cachoeira Giessbach

Blog Me joguei no mundo – Brienzer Rothorn

Blog Dondeando por aí – Ballenberg (post muito completo, vale a pena!)

Blog Viajento (informações sobre o Swiss Travel Pass)

Noruega

Bergen

Foto: wikiway

Com aproximadamente 250.000 habitantes, Bergen, ou Berga (historicamente Bjørgvin), é a segunda maior cidade da Noruega. Considerada a cidade mais bela do país, está cercada por sete montanhas – conhecidas como syv fjell – o que lhe confere uma bela paisagem, mas também altos índices de precipitação, já que as montanhas servem como barreira natural para as nuvens (chove quase todos os dias).

Foto: Hugo Medeiros

Fundada em 1070 pelo rei Olaf III, Bergen sempre foi uma cidade próspera, devido principalmente à sua posição geográfica, o que a transformou em importante centro comercial. Foi capital da Noruega até 1299, quando foi substituída por Oslo, mas até a década de 1830 continuou a ser a maior cidade norueguesa. Hoje é um dos principais centros de petróleo e gás offshore na Noruega.

Foto: Mommyshorts.com

Entre 1350 e 1750 pertenceu à Liga Hanseática ( uma aliança de cidades mercantis – alemãs ou de influência alemã – que estabeleceu e manteve um monopólio comercial sobre quase todo o norte da Europa e Báltico entre o fim da Idade Média e início da Idade Moderna). Formalmente, a Hansa durou até 1669, mas o escritório em Bergen finalmente foi fechado em 1764 – e a última casa alemã foi vendida para uma família norueguesa.

Foto: Bergen Tourist Board
Bryggen

Principal atrativo turístico da cidade, a área conhecida como Bryggen, no centro da cidade, relembra os tempos em que Bergen pertenceu à Liga Hanseática. Bryggen (cais em norueguês) é uma sequência de casas de madeira hoje ocupadas por restaurantes, cafés, lojas de souvenir e alguns museus. Por trás das fachadas luminosas de dezesseis casas medievais, há um labirinto real de dependências que antes serviam como armazéns. Desde 1979 a região é reconhecida como Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO.

Foto: Bergen Tourist Board
Gamle Bergen

Por ter a maioria de suas casas construídas com madeira, a cidade sofreu com vários incêndios ao longo de sua existência. Atualmente, apenas 1/4 das construções não foram reconstruídas após algum dos incêndios.

Foto: Nina Aldin Thune
Museu Hanseático

Museu Hanseático

O Museu Hansa (1872) foi inaugurado no antigo escritório hanseático de Finnegarden e é um excelente exemplo de arquitetura e vida do início do período hanseático. As instalações do museu são escuras e apertadas, com pequenas janelas e lembram um porão de navio. De particular interesse é a coleção de selos de cidades hanseáticas com símbolos de navios da época.

Foto: Per Molvik
Museu Bryggen

Museu Bryggen

No Museu Bryggen (Museu Bryggens) encontram-se os achados arqueológicos de Bergen no período medieval. Lá estão muitas peças que foram achadas durante anos de escavações.

Foto: Thinkstock
Vista do Monte Fløyen

Monte Fløyen

De lá é possível ter uma vista privilegiada de toda a cidade. A subida pode ser feita utilizando o funicular (saídas a cada 30 minutos), ou até mesmo pode ser feita a pé (3 km).

Foto: Terje Rakke – visitbergen.com

Fisktorget (Mercado de Peixe)

O Mercado de Peixe é um local frequentado tando por locais quanto por turistas. Perdendo apenas para a China, a Noruega é a segunda maior exportadora de peixes do mundo. No Mercado de Peixes é possível degustar diversos pratos típicos, principalmente a carne de baleia.

Foto: Torbjørn Wilhelmsen
Gamble Bergen

Gamle Bergen (ou a Velha Bergen)

A Velha Bergen é um museu a céu aberto onde é possível vivenciar como era a vida por ali no século XIX. São aproximadamente 50 casas de madeira dos séculos XVIII, XIX e XX que foram dispostas por lá para compor o cenário. O museu é interativo, lá é possível espiar pelas janelas, abrir portas e caminhar pelo interior das casas. Há atores vestidos com roupas de época simulando como era a vida na comunidade naquela época. Para chegar até lá basta pegar um ônibus na frente dos armazéns coloridos de Bryggen e descer no ponto chamado Nyhavnsveien.

Foto: Tove Breistein

Porta de entrada para os Fiordes

Bergen oferece uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer um fiorde, que é uma grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas (a Noruega é o país que mais possui fiordes). Os fiordes do entorno, principalmente Hardangerfjorden e Sognefjorden, apresentam lindas paisagens salpicadas com propriedades rurais, campos floridos e penhascos verticais mergulhando nas águas geladas. Muitos barcos partem diariamente rumo aos fiordes (verificar disponibilidade a partir de setembro).

Foto: www.best-served.co.uk/
Sognefjorden

Curiosidade

Reza a lenda, que os Trolls eram pequenas criaturas estranhas que viviam nas montanhas e nos mares, no norte da Noruega. Eram semelhantes aos humanos, mas tinham cabelos desgrenhados, rabo, apenas quatro dedos e um narigão enorme. Só era possível encontrá-los à noite, pois eles não suportavam a luz. Caso não regressassem aos seus esconderijos antes do amanhecer viravam pedra. Eles eram dotados de poderes especiais e podiam se transformar em lindas mulheres. Quando enfurecidos tinham uma cólera que não conhecia limites. Para agradá-los os camponeses ofereciam pratos de comida, especialmente, na noite de Natal. Até os dias de hoje, dizem que é preciso estar de bem com os Trolls para não correr o risco de se deparar com sua fúria. Afinal, muitas das montanhas noruegueses formadas por rochas talvez sejam Trolls que não conseguiram romper a luz do dia e viraram pedra. (Fonte: Claudia Liechavicius – www.viajarpelomundo.com/ )

Foto: Claudia Liechavicius
Troll

Como chegar?

De avião:
  • O principal local de desembarque é o Aeroporto Internacional de Bergen, que encontra-se a cerca de 17 quilômetros do centro da cidade.
  • O ônibus do aeroporto oferece várias saídas com destino ao centro da cidade e cobre o trajeto em cerca de 30 a 40 minutos. Os ônibus saem a cada 15 minutos entre 6h e 23h, com horários mais esparsos nos demais horários. Também há a opção de ir até a cidade de taxi.
De trem:
  • A viagem de trem entre Bergen e Oslo foi reconhecida por muitos como a mais bela viagem de trem do mundo.
  • O trem com destino a Oslo conta com vários embarques diários e a viagem, que atravessa as montanhas, tem duração aproximada de 7-8 horas.
De ônibus:
  • Bergen é centro regional para a rede de transporte rodoviário.
  • Muitos ônibus expressos, com origem em várias partes da Noruega, oferecem linhas com destino à Bergen.
De barco:
  • A empresa Fjord Line opera balsas a partir de Hirtshals, na Dinamarca.
  • Barcos velozes e modernos cruzam a costa e adentram os fiordes.
  • Bergen é o ancoradouro final do navio Hurtigruten, A Viagem Costeira da Noruega, e o navio embarca todas as noites em sua jornada de 11 dias rumo norte.
Foto: Elias Dahlen
Interior de Bryggen
Brasil, Minas Gerais

Santuário do Caraça (Catas Altas)

Tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e localizado no município de Catas Altas (e a 120 quilômetros de Belo Horizonte), esse antigo colégio abriga hoje um museu onde estão expostas peças raras do período colonial.

Foto: Lúcia Sebe/Secom MG

Inserido na Serra do Espinhaço, o Parque do Caraça recebe tanto turistas religiosos, quanto turistas em busca de ecoturismo. Suas principais atrações são as cachoeiras Cascatinha e Cascatão, o Cruzeiro, a Capelinha, a Gruta do Centenário, além de diversas trilhas que levam aos inúmeros picos presentes na região.

Foto: Gisele Rocha

O Santuário conta também com ruínas em sua parte central. Ruínas essas resultantes de um incêndio ocorrido em 1968, levando ao fechamento do Colégio. O prédio foi restaurado em 2002, mas ainda conserva sua estrutura original.

Para aqueles mais destemidos, há várias tumbas no local, e ali estão enterrados vários padres e estudantes…

Foto: Eugenio Savio

O Santuário oferece acomodação, que não é das mais requintadas, mas é uma ótima opção para vivenciar o modo como os nossos ancestrais dormiam, com um pouco mais de conforto, claro! A pousada possui 41 apartamentos e 8 quartos com banheiros externos, além de algumas casas, com acomodações mais simples, para a hospedagem de até 200 pessoas. Suas diárias são com pensão completa, isto é, com direito a café da manhã, almoço e jantar, além da entrada na Reserva Natural.

Foto: Complexo do Caraça

Dormindo por lá é possível presenciar um dos maiores atrativos do local, já que este ocorre no cair da tarde, quando o padre alimenta os lobos-guarás. O ritual acontece desde o início da década de 80 e, portanto, os lobos já estão acostumados com a presença dos turistas e sempre aparecem para comer pedaços de carnes e ossos.

Foto: Lauro Palú

Curiosidades:

  • O nome oficial do complexo é o Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens, mas o Caraça tem esse apelido devido à forma que tem parte da serra, que lembra o rosto de um gigante deitado.
  • As águas das cachoeiras são extremamente ferruginosas, por isso da coloração escura.
  • O disco de Milton Nascimento, Missa dos Quilombos, foi gravado ao vivo, em março de 1982, nas dependências da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens.
  • As missas são celebradas todas as noites para os hóspedes e no domingo de manhã para os visitantes.
  • A sede abre todos os dias, das 8h às 17h. O museu funciona de segunda a sexta, sob reserva, e sábado e domingo, das 9h às 11h40 e das 13h às 16h45. Ligue antes para confirmar, os horários podem mudar.
Foto: Eduardo Loureiro
Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens

Como chegar?

De ônibus:

Pegue um ônibus até a cidade de Santa Bárbara ou Catas Altas, e a partir daí é preciso ir de táxi (30 km). Também há opções de passeios guiados.

De carro:

Quem chega de Belo Horizonte pela BR-381 deve pegar a saída para Santa Bárbara à direita – a estrada para o parque (19 km) começa 5 km depois de Barão de Cocais. De Santa Bárbara, são 7 km até a estrada do parque, no sentido da BR-381.

De trem:

Chegue até a Estação Dois Irmãos, em Barão de Cocais, e a partir daí serão mais 25 km de táxi até lá.

Foto: Jean Yves Donnard

Visitar o Caraça é como se imaginar dando uma volta pelo século XIX, seja para turistas religiosos, culturais ou ecoturistas.

Para mais informações visite o site: http://www.santuariodocaraca.com.br

Serra que deu nome ao local
Argentina

Villa La Angostura

Localizada na província de Neuquén, no sul da Argentina, a vila é bem pequena, com população de menos de 15 mil habitantes. Uma das aldeias mais bonitas da região, o local é conhecido como Jardim da Patagônia.

Muito mais charmosa e romântica que suas famosas vizinhas Bariloche (83 km de distância) e San Martin de los Andes (110 km) a vila recebe turistas tanto durante o inverno quanto no verão. No meio do caminho entre as duas cidades, Villa La Angostura faz parte da Rota dos Sete Lagos, um passeio muito famoso com paisagens incríveis.

Foto: Marina Aguiar

À beira do Lago Nahuel Huapi (o mesmo de Bariloche), durante o verão são muito comuns os esportes aquáticos, passeios de barco e caminhadas pelas diversas trilhas. Há muitas rotas para quem gosta de andar de bicicleta e a pesca também é atividade bem comum nessa época do ano.

Foto: Dauro Veras

Durante o inverno, a estação de esqui de Cerro Bayo é o destino certo dos visitantes. Localizada a apenas 10 km da vila, Cerro Bayo é uma estação de esqui procurada por turistas que não gostam da grande quantidade de pessoas das estações de esqui maiores e, apesar de ser pequena, Cerro Bayo não deixa a desejar. Com 23 pistas, é um local perfeito tanto para iniciantes como para esquiadores experientes.

Foto: afcordoba
Estação de Cerro Bayo

Outro atrativo muito famoso no local é o Bosque de Arrayanes. Muitas pessoas saem de Bariloche especialmente para conhecer o local, já que dizem que o cenário inspirou Walt Disney na criação do cenário de Bambi.

Foto: todoloqueveo.com.ar
Bosque de Arrayanes

Como chegar?

A melhor forma de chegar é passando por Bariloche, onde há um aeroporto. Estávamos hospedados em Bariloche e alugamos um carro para conhecer a vila. Durante os meses de inverno é importante tomar muito cuidado na estrada, já que muitas vezes o clima frio cria uma pequena camada de gelo em cima do asfalto, o que pode ser um perigo, já que é bem escorregadio.

Também é possível ir de ônibus. Há uma rota com diversos horários saindo de Bariloche. O único problema em ir de ônibus é a impossibilidade de parar para tirar fotos.

Há ainda a opção de ir com excursão. São alguns roteiros que oferecem a Rota dos 7 Lagos e uma das paradas é em Villa La Angostura.

Foto: Nicolás Lope de Barrios

A estrada entre Bariloche e Villa la Angostura é a estrada mais linda que já vi! Durante o passeio paramos diversas vezes para fotografar a linda paisagem.

Foto: Marina Aguiar

Curiosidades:

Assim como em Bariloche e em toda a região, é muito fácil encontrar os deliciosos chocolates patagônicos. É possível encontrá-los em caixas já montadas ou comprá-los no peso, e são muitas as opções expostas no balcão. Obs: são os chocolates mais deliciosos que eu já comi.

Foto: Uncornered Market
Foto de uma loja em Bariloche, mas é assim que eles também são vendidos em Villa la Angostura

Dica:

Quando fomos ainda não havia começado a temporada de esqui, portanto muitas lojas e restaurantes se encontravam fechados.

Eu fui

Escolhemos essa vila para conhecer no Dia dos Namorados. E foi a escolha perfeita, já que é um local lindo e charmoso. Pena que muitas lojas estavam fechadas, sendo assim o destino volta para a lista de desejos, só que agora no verão. 🙂

Bélgica

La Roche-en-Ardenne (Luxemburgo)

Foto: Wipolo.com

La Roche-en-Ardenne é um pequeno município da região da Valonia (Wallonia), província de Luxemburgo, na Bélgica. A pequena cidade possui pouco mais de 4.000 habitantes e tem como principal ponto turístico as ruínas de um castelo feudal, o Château Féodal de La Roche-en-Ardenne.

Foto: TripAdvisor

Cercada por florestas, vales e campos agrícolas, La Roche, como é conhecida, é um local perfeito tanto para quem busca descansar quanto para quem busca aventura. Caminhar por trilhas, canoagem e montain bike são algumas das atividades mais procuradas na região.

Foto: Guy Peeters

A pequena cidade recebe muitos turistas e possui alguns eventos que ocorrem ao longo do ano. Nos meses de julho e agosto é possível assistir ao show de som e luzes ao pé do castelo. O show acontece todos os dias às 10 da noite e conta a história de Berthe, cujo pai era o lorde no século X. Esperando encontrar para ela um bom marido, o pai organizou um torneio em que o homem que ela amava foi morto. Inconsolável por ter que se casar com o vencedor, Berthe foi encontrada morta na manhã seguinte ao casamento e acredita-se que seu espírito vaga pelo castelo até hoje.

Fogos no Catelo
Foto: la-roche-en-ardenne.be

Em Agosto há o Final de Semana Medieval no castelo, evento em que artesãos, cavaleiros, trovadores e damas irão levar os turistas de volta no tempo.

Foto: la-roche-en-ardenne.be

Já em Setembro, há o Festival da Sopa. Basta comprar uma tigela para, durante 2 dias, poder provar qualquer uma das sopas oferecidas.

Foto: Pinterest

Para os amantes da gastronomia, há muitas opções para provar. Além do Festival da Sopa, são famosos os biscoitos de Monsieur Danloy, a cerveja (The Féodale Blond) e o conhaque (The Purnalet) locais. Também famoso é o presunto da região de Ardenne, possuindo inclusive indicação geográfica protegida.

Foto: trover.com

Como chegar?

  • Para quem vai de carro, saindo de Bruxelas, pegar a N4 (entre 1:30 e 2:00 horas de viagem).
  • Para quem sai de Liège, pegar a E25 (52 minutos).

Estações de trens mais próximas:

  • Melreux train station (19km)
  • Marloie train station (25km)

Aeroportos mais próximos:

  • Liège Airport (80 km)
  • Brussels Airport (129 km)
  • Brussels South Charleroi Airport (102 km)

Foto: ww2 nation
Áustria

Maria Wörth

Foto: Jasmine

Localizada no estado de Caríntia, na Áustria, Maria Wörth é um pequeno distrito situado ao sul do lago Wörthersee. Com apenas 1.500 habitantes, o local é constituído por quatro diferentes cidadezinhas – Maria Wörth, Reifnitz, Dellach e Sekirn – chamadas “o coração do lago Worth.” 

Como o local se encontra em um terreno cercado por água, foi dado a ele o nome Wörth, que em alemão antigo significa “ilha”.

Foto: Georg Holzer

Muito frequentado por famílias, o local é famoso não só por sua paisagem natural, mas também pela limpeza e conservação ambiental, a água do lago é tão cristalina e limpa que é possível usá-la para beber.

Além de turistas interessados em turismo de natureza, a cidade recebe também muitos casais, porque com toda a sua paisagem natural e ruas floridas, é um lugar muito romântico. Foi ali que o compositor Gustav Mahler compôs quatro de suas sinfonias.

A Igréja gótica dos Santos Primus e Feliciana é um dos principais cartões postais de Maria Wörth. Ela fica no ponto mais alto da península, e é famosa por ser o local preferido de muitos noivos para se casarem.

Foto: Johann Jaritz
Foto: Kurt

Importante destino turístico da Áustria durante o verão, a cidade possui atrativos relacionados principalmente à água, como por exemplo: pesca, passeio de barco, vela, surf, windsurf, banana, entre outros. Fora da água é possível praticar parapente, e há trilhas para caminhadas, corridas e ciclismo. Também é possível jogar golfe ou simplesmente observar a fauna e flora locais.

Foto: Paul McClure
Foto: Nadja

Para quem gosta de frio, uma opção é visitar o local no inverno…

Foto: MAFW82

São várias as opções de hospedagem, tanto na península, quanto mais afastado, com diárias variando entre 30 euros (Pension Kitty) e 170 euros (Seehotel Porcia– site sem tradução, detalhes em português AQUI). São várias as opções de preços, vale à pena pesquisar no site Booking.com ou no site oficial, basta traduzir. 

Obs: entre maio e setembro os preços diminuem bastante.

Fotos acima e abaixo: Nadja

Além de passear, namorar e praticar esportes, a cidade também é perfeita para relaxar – já que possui centros de terapia e um spa; e para engordar com as deliciosas comidas típicas.

Foto: Matthias
Foto: herold1
Foto: Mathias L.
França

Vila de Maria Antonieta (Versalhes)

Maison de la Reine
Foto: Daderot

Conhecida como Hameau de la Reine, ou ainda Marie Antoinette’s Village, o local foi uma das residências de Maria Antonieta durante seu reinado.

Nascida na Áustria com o nome Maria Antônia, aos 14 anos casou-se com o então delfim da França, Luís XVI, quando passou a se chamar Maria Antonieta (Marie Antoinette em francês). Em 1775 ganhou de seu marido o palácio Petit Trianon – nos arredores do Palácio de Versalhes, onde passou a morar no fim de 1778.

Casa do Moinho
Foto: Lev Mazniker

Entre 1782 e 1783, cansada das confusões e das intrigas da corte, tanto no Palácio de Versalhes como no Petit Trianon, pediu ao arquiteto Richard Mique e ao pintor da corte Hubert Robert que criassem uma vila que lembrasse sua infância na Áustria. A vila foi construída nos jardins do Palácio de Versalhes, perto do Petit Trianon, e ficou conhecida como Hameau de la Reine.

Casa do Moinho
Foto: Bora Gurel

A ideia foi inspirada pelo Hameau de Chantilly, uma vila criada nos arredores do Castelo de Chantilly alguns anos antes (1775). Um de seus maiores objetivos foi dar um ar rural aos arredores do Petit Trianon, e fingir que este se encontrava no campo, e não nos jardins do Palácio de Versalhes.

Maison de la Reine
Foto: Mark Hanrahan

A vila foi construída para que a rainha pudesse levar uma vida tranquila e longe da realidade. Ali foram erguidas 12 cabanas, 5 reservadas para a rainha e as outras 7 para as atividades da fazenda. A maior cabana – Maison de la Reine – era a casa da rainha, e possuía uma ligação para sua sala de jogos.

Maison de la Reine
Foto: Moonik

A casa da rainha e o salão de jogos ficam localizados no centro da aldeia. Dali a rainha podia facilmente controlar o trabalho de todos dentro da vila.

Foto: southernbets

A vila era totalmente fechada por cercas e muros, apenas pessoas íntimas da rainha eram autorizadas a entrar. Ali ela levava uma vida de camponesa, ordenhando vacas e ovelhas que eram cuidadosamente mantidas e limpas por seus servos.

Maison de la Reine
Foto: Boraam Lee

Além das casas foram construídos lagos, hortas e pomares. A vida ali não era nada ruim, já que oferecia à rainha muitas coisas boas que uma fazenda pode oferecer, porém sem as sujeiras e incertezas da vida no campo àquela época.

Apesar de sua aparência idílica, a aldeia era uma fazenda real, totalmente gerenciada por um agricultor nomeado pela rainha. Possuía vinhas, campos, pomares e hortas que produzem frutas e hortaliças consumidas na mesa real.

Pombal
Foto: Starus

A fazenda produzia leite e ovos para a rainha, possuía ainda um laticínio, um pombal, uma pequena vinícola, celeiro, moinho, e até uma torre em formato de farol. Cada edifício era decorado com uma horta, um jardim ou então flores. 

Réchauffoir
Foto: Starus

A sala de aquecimento ficava nos fundos da casa da rainha. Ali ficavam uma cozinha, uma padaria, uma lareira e a despensa. As comidas que a rainha servia eram preparadas nessa casa.

Foto: Jeff Cooney

Na fábrica de laticínios (ao lado do “farol”) eram produzidos queijos e cremes. Era ali também que o leite era desnatado e a manteiga feita. Já o “farol” servia como depósito.

Torre em formato de farol e fábrica de laticínios
Foto: Arnaud 25
Sala onde a rainha provava os laticínios produzidos na fazenda – toda coberta de mármore.
Foto: Starus

Apesar de levar uma vida simples, ordenhando vacas e usando roupas de camponesas, no que diz respeito ao interior das construções, não havia nada de simples. O interior das casas, assim como os utensílios do dia a dia utilizados por ela eram super confortáveis e cheios de luxo, como ela e suas amas eram acostumadas.

Sala de estar
Quarto da rainha


A rainha possuía um edifício só para se trocar, o Boudoir.

Boudoir
Foto: Starus
Casa do caseiro
Foto: Starus

Abandonado na época da Revolução Francesa, o local ficou esquecido até a década de 1990, quando foi renovado e aberto ao público. O acesso ao interior da casa só é possível por meio de tour guiado (para mais informações clique aqui).

Foto: chateauversailles.fr

Para quem estiver cansado ou apenas com pouco tempo, há um trenzinho que roda dentro da propriedade, facilitando a vida de quem quer visitar não só o Palácio de Versalhes, mas também o Petit Trianon e a Hameau de la Reine. Também podem ser alugados carrinhos de golfe.

Itália

Trento ( Trentino-Alto Ádige)

Conhecida mundialmente por ter sido sede, em meados do século 16, do Concílio de Trento (resposta da Igreja Católica à Reforma Protestante), Trento é uma pequena província ao norte da Itália.

Foto: rakaposhi

Localizada no vale Trentino-Alto Adige, é circundada por uma cadeia de montanhas Dolomitas, onde se iniciam os Alpes.

Trento – Castello del Buonconsiglio
Foto: Iggi Falcon

De origem romana, passou a ser governada, a partir do século IV, por bispos católicos, que se mantiveram no poder até o início do século XIX. Permaneceu durante anos sob o domínio francês, até que, com a queda de Napoleão foi, em 1814, entregue à Austria. Os italianos só a recuperaram em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial.

Igreja São Francisco Savério
Foto: blog.hostelite.com

Politicamente, a Província Autônoma de Trento encontra-se unida à Província Autônoma de Bolzano (Bozen), sendo hoje oficialmente chamadas Região Trentino-Alto Adige. Juntas, são a porção meridional do antigo Tirol do Sul, unido ao Tirol austríaco. Sua principal característica é que a língua do Trentino é historicamente a italiana, enquanto a das demais regiões ao redor é a alemã. Como herança do período em que pertenciam à Áustria ficou o gosto por strudel de maçã e cerveja, ambos podem ser encontrados facilmente na cidade.

Foto: Foto di Spalle (via Pinterest)

O Trentino é hoje uma das regiões europeias com maior fluxo turístico, por causa de suas paisagens montanhosas e de suas cidades e castelos históricos. Nomeada em 2004 como cidade alpina do ano, Trento oferece aos visitantes não apenas uma paisagem de cair o queixo, mas também uma arquitetura que mistura o estilo renascentista com o medieval. 

Foto: bautisterias (via Pinterest)

Atrações turísticas:
Piazza del Duomo – Essa praça é o centro histórico da cidade. Nela fica o Palazzo Pretorio, construção típica da Baixa Idade Média (século XIII) e a Fonte de Netuno.

Castello del Buon Consiglio – O castelo fortificado medieval foi, durante vários séculos, residência dos bispos-príncipes de Trento e impressiona por seu tamanho. Faz parte de boa parte da história da cidade, tendo sediado, por exemplo, muitas sessões do Concílio de Trento. Hoje ali funciona o MuseoProvinciale.

Foto: il Turista

Muitos vinhedos e oliveiras podem ser vistos por toda a região.

A melhor época é de final de maio a começo de setembro, quando faz menos frio.

Foto: busca no Google

Curiosidades:

  • Nos cinemas de Trento todos os filmes são dublados em italiano, e nas sessões se faz um intervalo na metade do filme. 
  • O horário comercial é de 8:30 às 12h e de 15 às 19h.
Caribe

Santa Lucia

Foto: michaelj1

Santa Lucia, ou “Saint Lútia” – como na pronúncia local, é uma pequena ilha pertencente às Antilhas, no Caribe. Seu território possui 158 quilômetros de costa, numa região vulcânica e montanhosa.

Foto: Lala Rebelo

A ilha possui uma das paisagens símbolo do Caribe – as Montanhas Piton (Gros Piton e Petit Piton), que em 2004 foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e seu entorno se tornou uma Área de Gestão Ambiental.

Petit Piton

Com águas cristalinas, o local é perfeito para esportes aquáticos, tanto sobre as águas, quanto no fundo do mar. Lá é possível alugar desde jet skis a barcos.

Foto: google

A ilha é conhecida mundialmente como um perfeito destino romântico, e isso se deve, em grante parte, pelas charmosas e românticas instalações de seus hotéis e resorts. É também ponto de parada obrigatória para cruzeiros que passam pelo Caribe.

Foto: google

Apesar de a maior parte de seus habitantes (de um total de pouco mais de 160.000) ser descendente de africanos, o que se vê na região é uma mistura de heranças francesas e britânicas, já que a ilha foi colonizada por essas duas nações. O idioma oficial é o inglês, mas o francês também é falado. Sua independência chegou em 1979, sendo atualmente parte do Commonwealth.

Baía Marigot
Foto: henning

Santa Lucia é um destino que é agradável durante todo o ano, porém, na alta temporada – entre os meses de dezembro e maio, o que não é agradável são os preços cobrados pelos hotéis e restaurantes. :o)

Resot Le Sport
Foto:jimg944

Curiosidades:

  • brasileiros podem ficar até 6 semanas sem visto.
  • a ilha possui uma especiaria, o ketchup de banana, fabricado com banana, vinagre, especiarias e alho.
  • não está na rota dos furacões.
  • ótimo destino para ver baleias e tartarugas marinhas.